Sem categoria Ano novo, vida nova: As profundas mudanças da Fórmula 1 em 2026

Ano novo, vida nova: As profundas mudanças da Fórmula 1 em 2026


Diz o ditado popular português que “ano novo, vida nova”. E é disso que se fará a Fórmula 1 em 2026, que terá monolugares consideravelmente diferentes com as novas regras. Essa é a mudança mais significativa, mas há muito mais novidades na categoria rainha.

 

Motores ‘mais híbridos’

O regulamento técnico da F1 tem a sua maior alteração em 12 anos. Os monolugares terão novas unidades motrizes. O V6 turbo 1,6 litros de combustão interna mantém-se, mas com menos potência, e será alimentado com combustíveis sustentáveis avançados.

No sentido inverso, a motorização elétrica terá o triplo de potência, pelo que a preponderância de cada componente híbrida rondará os 50/50. A MGU-H, que recuperava energia a partir do calor, desaparece – até porque não era relevante para automóveis de produção.

Revolução aerodinâmica e maior segurança

Quanto à aerodinâmica, os monolugares deixarão de ter DRS, mas o fim da asa traseira móvel surge na sequência da introdução da aerodinâmica ativa. As asas frontal e traseira serão ajustadas conforme a posição em pista: os flaps ficarão na sua posição normal nas curvas para manter a aderência, mas em certas retas podem abrir se os pilotos ativarem o modo de baixo arrasto – o que estará disponível para todos os pilotos, independentemente da fase ou situação da corrida.

As asas serão mais simples e terão menos elementos. Os fundos dos carros serão mais planos, com difusores alargados que têm aberturas maiores. A distância ao solo cresce e a carga aerodinâmica diminui, desaparecendo também os túneis de efeito-solo que estavam nos monolugares até 2025. A distância entre eixos encurtou e os pneus de 18 polegadas são mais estreitos.

Na frente da segurança, os novos monolugares têm células de segurança sujeitas a testes mais rigorosos, sendo que a barra de proteção tem de suportar 23 por cento mais de carga. A estrutura de impacto frontal separa-se em duas fases.

As novas ‘armas’ dos pilotos

Por outro lado, apesar de perderem o DRS, os pilotos terão um novo recurso para as ultrapassagens: o Overtake Mode, que pode ser ativado quando estão a um segundo do rival à frente, dando energia elétrica extra. Há um único ponto de deteção para ativação.

o botão Boost pode ser usado de uma vez ou de forma gradual ao longo de uma volta para ataque ou defesa, disponibilizando essa potência extra caso exista carga suficiente. E os pilotos passarão a poder gerir o recarregamento da bateria, com diferentes modos selecionáveis. O ERS terá a capacidade de recarregar a bateria com o dobro da energia por volta face ao que acontecia na anterior geração de motorizações.

Caras novas, equipas novas e regressos

A temporada de 2026 da Fórmula 1 ficará marcada pela estreia das equipas oficiais da Audi (que assume o espólio da Sauber) e da Cadillac (que foi criada de raiz, para já com motorização Ferrari antes de fabricas a sua própria unidade motriz em 2029).

A Toyota reforça o seu envolvimento com a Haas, passando a designar a equipa como TGR (Toyota Gazoo Racing) Haas F1 Team. Já a Alpine deixa de ter motores Renault para ser cliente da Mercedes.

E se a Renault sai do pelotão após 25 épocas consecutivas no pelotão, a Ford regressa 20 anos depois – como aliada da Red Bull, pelo que equipará a formação austríaca e a sua satélite Racing Bulls.

No que toca a pilotos, só haverá um estreante – Arvid Lindblad, que substitui Isack Hadjar na Racing Bulls enquanto o francês ruma à Red Bull para fazer dupla com Max Verstappen. São as únicas mudanças de cadeiras face a 2025.

A Cadillac teve de fazer a sua dupla do zero e a aposta foi em dois veteranos que regressam após um ano de ausência: Sergio Pérez e Valtteri Bottas.

Um novo destino no calendário

Apesar de o calendário continuar com 24 rondas, há uma estreia absoluta: o novo circuito citadino Madring, que de 11 a 13 de setembro marca o regresso do GP de Espanha à zona de Madrid.

Ocupa o lugar do GP da Emília Romanha em Imola (Itália), enquanto o Circuito de Barcelona-Catalunha mantém-se na agenda para o seu último ano de contrato – assumindo a designação GP de Barcelona-Catalunha.

Também pouco vulgar é o facto de existirem duas provas ao sábado: o GP de Las Vegas (que devido aos fusos horários será na madrugada de domingo europeia) e o GP do Azerbaijão, que foi antecipado para não coincidir com o Dia da Memória do país.

O formato Sprint será aplicado, pela primeira vez, nos GP do Canadá, Países Baixos e Singapura, continuando nos da China e Miami para além de voltar ao da Grã-Bretanha cinco anos depois.

Quando começa?

A primeira saída dos novos monolugares à pista será já de 26 a 30 de janeiro em Barcelona, com cinco dias de testes privados – longe dos holofotes, câmaras e olhares indiscretos.

Depois, o circuito de Sakhir, no Bahrein, acolhe dois testes oficiais e abertos ao público com três dias cada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O arranque da época será em Melbourne com o GP da Austrália de 6 a 8 de março, acabando em Yas Marina com o GP de Abu Dhabi de 4 a 6 de dezembro.

Dirigente da F1 fala em “ano fenomenal” depois de luta a três até ao fim

Stefano Domenicali, líder da Fórmula 1, fez o balanço do ano de 2025, que considera ter sido “fenomenal” e com motivos de entusiasmo. Lando Norris foi campeão, ao levar a melhor numa luta a três.

 Notícias ao Minuto | 08:06 – 23/12/2025

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