Apesar de estarem a ganhar cada vez mais espaço, os carros elétricos ainda estão envoltos em mitos que podem condicionar aqueles que pensam em fazer a mudança de energia.
As tecnologias são relativamente recentes perante os modelos de combustão com longas décadas de créditos firmados. Importa, pois, esclarecer alguns preconceitos sobre os elétricos, que segundo a Hyundai não correspondem à realidade.
Autonomia insuficiente?
Se era verdade que nos primórdios dos automóveis elétricos as autonomias eram muito limitadas e as deslocações tinham de ser curtas, hoje em dia já não é assim. Já há vários modelos com autonomias de 200 km ou mais, e muitos superam os 450 km. São níveis suficientes para deslocações pendulares diárias ou regionais.
Degradação da bateria
Como noutros produtos eletrónicos, o desgaste destas é algo a ter em conta. Em todo o caso, os dados apontam para que a degradação é muito gradual, sem perdas de autonomia acentuadas em curtos espaços de tempo. Em alguns casos, pode manter-se perto de 100 por cento após três anos, o que revela estabilidade.
A demora dos carregamentos
Carregar um carro em potências domésticas, mais limitadas, demora várias horas, mas é possível recuperar carga suficiente para mais um dia durante a noite. E, durante uma viagem ou na via pública, é possível recorrer a postos de carregamento rápido – que, no caso de alguns modelos, permite recuperar várias centenas de quilómetros de autonomia num espaço de meia hora.
Não há carregadores que cheguem?
Embora não estejam tão generalizados como os postos de abastecimento de combustível, os pontos de carregamento públicos para carros elétricos tem vindo a crescer significativamente. Há, igualmente, uma melhoria da tecnologia e maior eficiência. Para além do mais, qualquer um pode carregar um carro elétrico na própria casa.
Segurança
Há preocupações relativas à segurança dos veículos elétricos. Os incêndios em baterias são, de facto, mais difíceis de combater. No entanto, há estudos que sugerem que o risco de fogo até é inferior ao apresentado por modelos de combustão.
São mesmo mais amigos do ambiente?
A poluição potencialmente gerada por carros elétricos, em particular durante a produção, é outra preocupação comum. Em todo o caso, as emissões caem cerca de 73 por cento em todo o ciclo de vida, por comparação com os automóveis a combustão – incluindo o fabrico das baterias.
Preço
Consideramos que também é importante esclarecer mitos relativos ao preço. Os automóveis elétricos são, de facto, mais caros. Em todo o caso, têm vindo a surgir no mercado modelos mais acessíveis à medida que a oferta e a tecnologia evoluem. Para além disso, os custos de manutenção são significativamente mais baixos e os preços da eletricidade (em particular doméstica) são mais baratos do que os dos combustíveis. E ainda há que somar os incentivos à aquisição e isenção de impostos em Portugal.
Fiabilidade
A Agência para a Proteção Ambiental dos Estados Unidos da América (EPA) também desmonta mitos relativamente a automóveis elétricos.
Faz referência à ideia de que lhes falta fiabilidade e é necessário substituir peças com alguma frequência. Diz a entidade que as baterias são feitas para durar tanto como deve durar o veículo e apresentam “taxas de avaria muito baixas”, com a tecnologia a melhorar consideravelmente. Há dados que indicam que a substituição das baterias é rara.
Impacto na rede energética
Com cada vez mais veículos elétricos nas estradas, podem surgir preocupações relativas ao impacto do carregamento na rede energética. Diz a EPA que, apesar do aumento na procura por eletricidade, é possível evitar sobrecarregar as redes e até apoiá-la – por exemplo, graças às capacidades bidirecionais.
