Sem categoria Pérez: “Se eu era muito veloz na Red Bull, criava-se um ambiente tenso”

Pérez: “Se eu era muito veloz na Red Bull, criava-se um ambiente tenso”


Em 2021, Sergio Pérez teve uma oportunidade que há muito perseguia de estar numa equipa de topo da Fórmula 1. A Red Bull apostou em si para ser colega de Max Verstappen – o piloto que formou desde cedo, sendo um projeto à medida do holandês.

 

Passado mais de um ano desde que saiu da equipa, o mexicano falou ao Cracks Podcast, afirmando: “Eu estava na melhor equipa – numa equipa complicada, porque só ser colega do Max é muito difícil. Mas ser colega do Max na Red Bull é o pior trabalho que há na Fórmula 1“.

Posto isto, Sergio Pérez estava consciente do que enfrentava e que dificilmente teria reais hipóteses de lutar pelo título: “Este projeto está feito para o Max. É a Red Bull. Quando me sentei pela primeira vez, o Christian disse-me: ‘Olha, vamos correr com dois carros, porque temos de correr com dois carros. Mas este projeto foi criado para o Max, o Max é o nosso talento'”.

Algo com que ‘Checo’ não se importou, recordando o que respondeu a Horner na altura: “‘Não importa, nesta equipa vou desenvolver o carro, vou apoiar a equipa'”.

Em todo o caso, encontrou um ambiente complicado: “Na Red Bull, tudo era um problema. Se eu era muito veloz era um problema porque, claro, criava-se um ambiente muito tenso. Se eu fosse mais veloz do que o Max era um problema. Se fosse mais lento do que o Max, era um problema. Então, tudo era um problema”, recordou.

As esperanças iniciais em 2022 e 2023

Certo é que existiu um momento em que Sergio Pérez chegou a parecer poder lançar a candidatura ao título – na fase inicial das temporadas de 2022 e de 2023. Sobre o primeiro destes anos em concreto, o piloto recordou: “Por erro, o carro ficou muito pesado, tinha a distribuição de peso muito para a frente, então era muito mais estável. Era sempre o que eu procurava. […]. Tínhamos um carro que talvez não era tanto ao estilo do Max e em 2022 comecei a lutar pelo campeonato com ele até que chegaram as melhorias. E, quando chegam as melhorias, já se sabe, há uma direção muito clara na qual a equipa tem de seguir. E foi aí que comecei a ter problemas”.

Sergio Pérez comentou ainda: “Em 2023, acontece o mesmo. A equipa faz um carro muito mais estável para os dois pilotos, mas quando chegam as melhorias em 2023 e começo a lutar pelo campeonato com o Max – ganho uma e ele ganha outra, estávamos muito a par. E quando chegámos a Barcelona, eu já não controlava o carro. Então, começa toda essa pressão, que era muito difícil”.

Regresso em 2026 com a Cadillac

Depois de mais um arranque encorajador em 2024, os resultados do mexicano começaram a deteriorar-se a partir do GP da Emília Romanha desse ano – desde essa altura até ao fim da época, em 18 rondas, o melhor resultado que conseguiu foi um sexto posto. Viria a perder o lugar para Liam Lawson, que no ano passado só aguentou duas provas antes de ser substituído por Yuki Tsunoda. Depois de uma época afastado das pistas, Sergio Pérez regressa em 2026 no novo projeto da Cadillac.

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O ano de 2026 começou e, com ele, surgem muitas novidades na Fórmula 1. Há caras novas, equipas novas, um circuito em estreia e, o mais importante, regras novas que deixarão os monolugares muito diferentes.

Bernardo Matias | 08:38 – 02/01/2026

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