Numa altura em que assiste a uma quebra de vendas generalizada na Europa, a Tesla não desiste do continente – onde equaciona reforçar a aposta nos próximos anos e começar a fabricar baterias.
Segundo a agência de notícias DPA, citada pela Bloomberg, o construtor liderado por Elon Musk poderá começar a produzir células de baterias na sua fábrica em Grünheide a partir do próximo ano, 2027. A capacidade de produção poderá chegar aos 8 GWh anuais – o que é suficiente para cerca de 130 mil carros elétricos.
Atualmente, aquela unidade fabril produz automóveis da Tesla, mas as baterias são importadas dos Estados Unidos da América. O investimento deverá estar na casa das muitas centenas de milhões de euros, com o fabricante a prever a possibilidade de centrar na Alemanha a toda a cadeia de baterias caso as condições sejam favoráveis.
A União Europeia quer acelerar a produção local de baterias para automóveis elétricos e tem 852 milhões de euros para apoiar seis projetos através do Fundo de Investimento – um exemplo de benefícios que poderá atrair outros. Porém, a concorrência de outros produtores, em especial da China, e a dificuldade em retirar lucros da produção de baterias na Europa serão desafios com que os americanos poderão ter de lidar.
Certo é que, ao produzir as baterias no ‘Velho Continente’, a Tesla ficaria menos dependente da importação desde os EUA, em que há políticas bem menos favoráveis aos carros elétricos, e da China. De recordar que o construtor luta para recuperar no mercado, depois de em 2025 ter sido ultrapassada nas vendas ao nível mundial pela BYD.
Entre os fatores que podem pesar no desempenho estão a gama de modelos desatualizada e envelhecida, a forte concorrência, tal como as controvérsias de Elon Musk – em especial com a passagem pela administração de Donald Trump.
