Naquele que vai ser o seu terceiro ano no setor automóvel, a Xiaomi enfrenta 2026 com a ambição de crescer 34 por cento face a 2025 e vender 550 mil viaturas elétricas. Para já, só está no mercado da China, projetando a chegada à Europa em 2027.
A informação é veiculada pelo Yicai, órgão chinês especializado em economia. O fundador e presidente executivo da empresa, Lei Jun, afirmou numa transmissão em direto que a Xiaomi vai “dedicar mais energias ao negócio automóvel” em 2026, prevendo investir cerca de 28.600 milhões de dólares (cerca de 24.400 milhões de euros) em investigação e desenvolvimento (I&D) ao longo dos próximos cinco anos.
A meta para este ano marca, no entanto, uma desaceleração do ritmo de crescimento: em 2025, as vendas de veículos elétricos da marca quase triplicaram, atingindo as 410 mil unidades.
A meta “não deve ser nem demasiado alta, nem demasiado baixa”, indicou Lei, demonstrando confiança de que será alcançada.
A empresa, com sede em Pequim, ainda não anunciou o lançamento de novos modelos para este ano, após a estreia do sedan SU7 em abril de 2024 e a introdução do SUV YU7 em junho de 2025 – este último responsável por 70 por cento das vendas recentes.
A Xiaomi junta-se assim a outros fabricantes chineses com ambições elevadas para 2026: a BYD, líder mundial do setor, prevê crescer 19 por cento, enquanto a Leapmotor aponta para um aumento de 40 por cento nas vendas.
