O Ford AI é o novo assistente de inteligência artificial do construtor americano para os seus automóveis. Este foi um assunto que a empresa destacou na CES 2026 em Las Vegas.
No entender da empresa, a inteligência artificial dos automóveis – cada vez mais generalizada – deve ser integrada e simples, capaz de entender bem as necessidades do utilizador e o contexto para simplificar as decisões a tomar.
Sem se alhear das tendências do setor, a Ford anunciou um novo recurso – o assistente Ford AI. Já este ano, será introduzido em aplicação móvel para os Ford e Lincoln, antes de chegar aos sistemas nativos dos veículos de ambas as marcas em 2027.
A visão da Ford sobre a IA nos automóveis
O fabricante da Oval Azul sobre a IA a bordo. O diretor de veículos elétricos, digital e de design, Doug Field, defendeu “uma camada integrada de inteligência que viaje consigo entre o seu telefone e o seu veículo”.
O responsável do fabricante americano assume que “muitos” podem fazer melhor com inteligência genérica, pelo que a sua aposta é em “inteligência que entende onde as pessoas estão, o que as pessoas estão a fazer e do que o veículo é capaz, e então torna a decisão seguinte mais simples”.
E é dado um exemplo: “Imaginem que estão numa loja de materiais de construção à frente de uma palete de produtos. Em vez de adivinhar ou procurar por uma fita métrica, podem simplesmente tirar uma fotografia com o telefone e perguntar, ‘Quantos destes vão caber no compartimento de carga da carrinha?'”, observou Doug Field.
Num caso destes, propõe a Ford, o assistente de IA faz uma rápida análise, calcula o volume do produto e diz que quantidade que pode ser transportada no veículo em causa.
No próximo ano, o Ford IA começa a ser integrado nos automóveis da Ford e da Lincloln, segundo o presidente para serviços integradas Mike Aragon. E irá mais além do que reproduzir o ecrã de um telemóvel. Também haverá uma ferramenta de IA específica para clientes comerciais.
Primeiro, as funcionalidades chegarão a uma aplicação móvel, já que a Ford entende que “permite chegar a milhões de clientes” e não se deve ter de esperar pela compra de um novo automóvel: “Com um lançamento em app, podemos entregar funcionalidades avançadas e assistência personalizada ao Ford que alguém já possui”, recordou Mike Aragon.
E defendeu ainda soluções diferentes do que tem sido mais comum nos veículos: “No mundo automóvel, a integração da IA tem sido ainda mais fragmentada. É, por vezes, limitada a tarefas básicas dentro do veículo e é tratada como um luxo reservado apenas aos veículos mais caros. O padrão da indústria tem sido a instalação de IA genérica ou de soluções universais que não entendem totalmente a pessoa ou a forma como se desloca ao longo do dia. Esse simplesmente não é o caminho da Ford”.
