Tal como outros fabricantes, a Hyundai é incontornavelmente atingida pelas tarifas dos Estados Unidos da América, tendo sido muito afetada pela política fiscal de Donald Trump.
A importação de carros fabricados na Coreia do Sul está sujeita a uma taxação de 15 por cento que, segundo a Bloomberg, custou 1,2 mil milhões de dólares à Hyundai só no terceiro trimestre de 2025.
José Muñoz, presidente e diretor-executivo do grupo coreano, referiu num comunicado como é que a questão está a ser enfrentada: “Estamos a minimizar o impacto das tarifas através dos nossos planos de localização e da reestruturação da cadeia de abastecimento, enquanto continuamos a reforçar as áreas em que lideramos”.
Já à Automotive News, José Muñoz explicou recentemente que a estratégia passa por ter 80 por cento dos veículos para os EUA produzidos no país – de modo a acomodar um crescimento com o qual quer atingir 1,44 milhões de viaturas vendidas no mercado americano em 2030. A produção localizada será uma aposta forte e crescente, quer na Metaplant America, quer na fábrica do Alabama.
Posto isto, o presidente executivo do Grupo Hyundai, Euisun Chung, admitiu que 2026 não será um ano fácil: “Este será o ano em que os fatores de crise com que nos preocupamos há muito tempo se tornam realidade”, referiu citado pela Bloomberg.
