Um carro com motor de combustão pode sofrer, em algum momento da sua vida, uma fuga de óleo. E isso pode levar a problemas bem mais sérios e dispendiosos, pelo que é essencial saber de causas e sintomas.
Manchas de óleo, mesmo pequenas, debaixo do veículo são um indício claro de que algo não está bem. Mas cheiro a óleo queimado, ruídos invulgares, níveis baixos medidos com a vareta ou a luz avisadora do óleo no painel de instrumentos são outros sinais.
Em comunicado, a rede Euromaster falou de causas comuns de fugas de óleos em automóveis, que podem ser diversas e de diferentes graus de complexidade.
Tampão mal apertado: De fácil resolução, o aperto incorreto do tampão de drenagem do cárter é das causas mais comuns por trás de fugas de óleo. Um especialista pode resolver o problema, quer ao inseri-la adequadamente, quer substituindo-a se for necessário.
Folgas nas juntas: Os materiais podem dilatar com o tempo e com o uso, e se tal acontecer às juntas pode originar fugas na tampa das válvulas ou no filtro de óleo. É um problema que precisa de reparação urgente – o que envolve a substituição das juntas em más condições.
Cárter danificado: O cárter pode sofrer danos em impactos na parte debaixo do automóvel. Fissuras levarão a perdas de óleo a um ritmo rápido, sendo uma situação que tem de ser corrigida com urgência antes de originar males maiores.
Desgaste de componentes: Se componentes internos do motor ou do turbo estiverem muito desgastados, é possível que existam fugas de óleo. Habitualmente, este tipo de problemas fica evidente no fumo azulado produzido e na redução dos níveis de óleo.
Consequências para o carro e para o ambiente
O óleo serve para lubrificar as peças do automóvel. Ajuda a regular a temperatura do motor, para além de assegurar a função vital de diminuir o atrito causado pela fricção de alguns componentes para evitar um desgaste acentuado. Outra das suas funções é de limpeza das superfícies metálicas.
Se houver líquido insuficiente no sistema, as temperaturas dos componentes podem sair de controlo e, no limite, originar danos que levem a uma avaria terminal do propulsor. É, pois, recomendável verificar regularmente os níveis de óleo através da vareta acessível debaixo do capot – a cada 1.000 km e com o motor frio.
E fugas de óleo também podem ter impactos no meio ambiente, como recorda o Departamento de Gestão Ambiental do Alabama: “Óleo que escape vai do seu carro para a rua e é lavado das rua para a drenagem pluvial e para os lagos, riachos e baías”:
E a cidade de Kirkland (Estados Unidos da América) alerta: “A cada ano, os nossos veículos libertam milhões de litros de óleo do motor e outros produtos relacionados ao petróleo para lagos, rios e riachos. A maioria da poluição tóxica que chega aos cursos de água é proveniente de pequenas fugas de óleo de motores de carros e camiões”.
