O aumento das novas matrículas de carros elétricos na União Europeia ainda está muito longe de se traduzir numa predominância deste tipo de motorizações.
O relatório Veículos nas Estradas Europeias, recentemente publicado pela Associação de Construtores Automóveis Europeus (ACEA) mostra que os carros elétricos representavam 2,3 por cento do parque automóvel europeu em 2025.
No preâmbulo do documento, assinado pela diretora-geral Sigrid de Vries, pode ler-se: “Embora os carros elétricos a bateria se tenham tornado na terceira opção mais popular para compradores de novos carros, captando quase 17 por cento das matrículas na UE em 2024, ainda só representam 2,3 por cento de todos os carros de passageiros nas estradas da UE”.
Os híbridos plug-in foram 1,4 por cento, pelo que ao todo os veículos eletrificados de carregamento externo totalizam 3,7 por cento dos veículos que circulam nas estradas europeias.
A dirigente da ACEA não tem dúvidas: “Os dados sublinham um aspeto importante do assunto: substituir veículos mais antigos por modelos mais novos e mais limpo demora anos, ou mesmo décadas, a conseguir”.
E o impacto ambiental subjacente é inevitável, com a associação a recordar que as tecnologias de automóveis mais antigos são, por norma, menos eficientes e resultam em maiores níveis de poluição.
É deixada a recomendação de “acelerar o ritmo de substituição destes veículos mais antigos por modelos mais verdes, limpos e seguros” – sendo que, da parte do setor automóvel, têm existido “investimentos significativos” na mobilidade sustentável, frisou Sigrid de Vries.
Ao todo, houve um aumento de 1,4 por cento na quantidade de automóveis ligeiros de passageiros na União Europeia em 2024, face ao ano anterior, num total de 256 milhões de viaturas. Quase metade (49,2 por cento) eram a gasolina.
Portugal acima da média
Se a UE no seu conjunto tem 2,3 por cento de automóveis nas estradas e 1,4 por cento de híbridos plug-in, Portugal encontra-se acima destes valores.
Em 2024, 2,6 por cento dos veículos ligeiros de passageiros nas estradas nacionais eram elétricos, enquanto 2,2 por cento eram híbridos plug-in – ou seja, 4,8 por cento eram eletrificados de carregamento externo. Os modelos a diesel continuavam a ser os mais populares (55,5 por cento, consideravelmente acima da média comunitária de 38,4 por cento).
