O Grupo Volkswagen anunciou planos para alargar a cerca de 40 países europeus o seu programa de utilização de dados de sensores e imagens de veículos dos clientes.
A partir destas informações, é possível continuar a melhorar os sistemas de assistência à condução e as funções de condução automatizada em situações de tráfego real – atualizações essas disponibilizadas através de atualizações de software.
Para que os dados sejam recolhidos e usados, é essencial existir o consentimento dos clientes – leia-se, proprietários – conforme estipulam os regulamentos de proteção de dados.
Já experimentado com sucesso na Alemanha, o programa deverá começar a alargar-se a cerca de 40 outros países já a partir deste mês – primeiro em ligeiros de passageiros da marca Volkswagen e, posteriormente, nas outras marcas do grupo(Cupra, Skoda, Audi, Porsche e veículos comerciais).
A intenção do conglomerado é conseguir uma melhoria contínua dos sistemas de assistência ao condutor, através do uso de dados de situações de condução reais. Considera-os “mais práticos do que testes com protótipos ou simulações”.
Lê-se num comunicado que “o objetivo é conceber funções de assistência que os clientes percebam como efetivas e idealmente mantenham ativadas a cada momento”.
A transmissão de dados não ocorre continuamente: pode ser desencadeada por situações extraordinárias como o assistente de travagem de emergência, travagem total manual ou manobras evasivas súbitas. Imagens daquilo que rodeia a viatura podem ser fulcrais nestas situações, tal como as informações recolhidas pelos sensores ao nível ambiental, de direção ou velocidade.
Diz o Grupo Volkswagen que a sua frota de veículos já recorre a dados anónimos para gerar mapas de alta resolução, o que permite ter recomendações de condução ou alertas com precisão, bem como ajudar os automóveis a manterem-se na faixa de rodagem quando não há sinalização horizontal.
