A União Europeia quer proteger a indústria automóvel europeia e não está descartada a imposição de tarifas adicionais sobre os veículos híbridos que sejam importados da China – tal como aconteceu em 2024 com os elétricos.
As medidas preveem uma taxação extra de até 35,3 por cento (somados aos 10 por cento de base), para mitigar uma concorrência considerada desleal devido aos subsídios estatais que os fabricantes chineses recebem.
Recentemente, Bruxelas e Pequim chegaram a acordo que poderá levar a trocar as tarifas aduaneiras por preços mínimos – que terão de ser propostos pelos construtores e garantiriam que não ficariam abaixo do proposto pelo mercado.
Mas, segundo o portal Euractiv – que cita fontes por dentro do assunto – na Comissão Europeia há quem defenda a implementação de tarifas adicionais também sobre os automóveis híbridos produzidos e importados da China.
Escreve aquele site que o gabinete de Stéphane Séjourné, vice-presidente da Comissão para a Prosperidade e Estratégia Industrial, questiona por que é que a medida válida para os carros elétricos não o é também para híbridos – já que as condições de produção são idênticas.
De facto, após as tarifas serem implementadas em outubro de 2024, os construtores chineses aumentaram fortemente a introdução de híbridos na Europa (com crescimento de até 155 por cento no ano passado).
Para já, as vendas ainda não superam as dos elétricos de origem chinesa. Mas, estimativas publicadas em dezembro pelo The Economist, sugerem que ao ritmo atual, isso acontecerá em meados do ano, com os híbridos a ficarem também acima dos automóveis a gasolina.
