Está lançada a estreia da Audi na Fórmula 1. A apresentação oficial da equipa aconteceu esta terça-feira (20 de janeiro), ficando a conhecer-se as cores do R26 – o seu primeiro modelo para a classe rainha. É o início de um programa que visa chegar à luta pelos títulos, no máximo, dentro de quatro anos.
O construtor alemão adquiriu a estrutura da Sauber e estreia-se num ano de grandes mudanças regulamentares. Não só fabrica o monolugar em si, como também a unidade motriz – juntando-se a um leque de fabricantes que inclui Ferrari, Honda, Mercedes e Red Bull Ford Powertrains.
A dupla de pilotos conjuga a juventude de Gabriel Bortoleto (segunda época na F1) e a vasta experiência de Nico Hülkenberg, sendo Jonathan Wheatley chefe de equipa e Mattia Binotto diretor de proejto.
Em comunicado, o diretor-executivo da Audi, Gernot Döllner, foi claro nas ambições: “A nossa filosofia é de compromisso absoluto de longo termo. Entendemos que o sucesso na Fórmula 1 exige perseverança implacável e a Audi F1 Team não está aqui para fazer número; queremos estar a lutar pelo título mundial em 2030“.
Segundo o fabricante, a decoração do R26 “é uma aplicação direta da nova filosofia de design: clara, técnica, inteligente e emocional”. Encontra-se um acabamento em titânio e fibra de carbono exposta, tal como toques em vermelho lava.
Há poucos dias, o monolugar estreou-se em pista em Barcelona, num programa de rodagem privado e com as limitações regulamentares para os chamados ‘dias de filmagens’. A estreia a sério será de 26 a 30 de janeiro no teste coletivo privado no mesmo circuito, em que cada equipa rodará três dias.
Mattia Binotto defendeu a abordagem do projeto: “Esta integração ideal dá-nos total controlo sobre o nosso destino, eliminando compromissos e permitindo um nível de agilidade e inovação que é essencial para o sucesso. Isto é o que torna a Audi F1 Team numa visão, controlando todas as variáveis desde o bloco de motor à asa dianteira. Esta é a base na qual os títulos são construídos”.
Já Jonathan Wheatley destacou a cultura que se quer incutir na equipa da Audi: “A nossa missão é incorporar um ‘ADN’ de campeonato em todas as fibras desta equipa. Uma cultura de resiliência, precisão e curiosidade implacável em que nada nos para na busca de desempenho. Para todos aqui, o entusiasmo vem deste desafio: construir uma equipa que fique mais forte com cada volta, cada reunião e cada corrida. Tornaremos a nossa ambição de longo termo em realidade na pista, dia a dia, decisão a decisão”.
