É já esta quinta-feira (22 de janeiro) que começa a nova época do Mundial de Ralis (WRC). O mítico Rali de Monte Carlo marca o arranque de um calendário que inclui uma passagem por Portugal em maio.
Na principal categoria, voltam a estar envolvidos três construtores: Hyundai, M-Sport Ford e a campeão do ano passado Toyota. E há diferentes decorações dos seus carros, baseados em modelos de produção em série.
Equipas e pilotos
O campeão em título é Sébastien Ogier, que tal como em 2025 não fará a época completa. Mantém-se na Toyota, que também terá Sami Pajari e Takamoto Katsuta em programas parciais. Elfyn Evans, que tem visto o título escapar-lhe, conserva o lugar a tempo inteiro, enquanto Oliver Solberg substitui Kalle Rovanperä – que deixou os ralis para se dedicar aos monolugares. Ainda haverá um outro Toyota para Lorenzo Bertelli no Rali da Suécia. O carro é o Toyota GR Yaris Rally1, um protótipo cuja silhueta tem por base o Yaris de produção.
Na Hyundai, os pilotos a tempo inteiro serão Adrien Fourmaux (depois da retirada de Ott Tänak) e o campeão de 2024, Thierry Neuville. Num terceiro carro vão revezar-se Dani Sordo, Esapekka Lappi e Hayden Paddon – que já não está no WRC desde 2018. O Hyundai i20 N Rally1 tem uma carroçaria que parte da na versão de produção do i20.
O outro construtor oficialmente envolvido é a M-Sport Ford, com o seu Puma Rally1 baseado no Puma de produção. Tem nomes menos sonantes: Jon Armstrong e Josh McErlean são os pilotos a tempo inteiro, ao passo que um terceiro carro será dividido entre Grégoire Munster e Martins Sesks.
Na galeria de topo, poderá ver as imagens de cada carro.
Lancia regressa
O Lancia de Yohan Rossel© Jaanus Ree / Red Bull Content Pool
Também há que mencionar a categoria WRC 2, uma vez que terá uma novidade do agrado dos adeptos dos ralis: o regresso oficial da equipa da Lancia, com o Ypsilon Rally2 HF Integrale que terá ao volante os pilotos Nikolay Gryazin e Yohan Rossel.
A classe envolverá a M-Sport Ford, para além de várias equipas privadas com carros de diversos fabricantes: Citroën, Hyundai, Skoda e Toyota. Já o WRC 3 tem os Ford Fiesta Rally 3 a dominarem o pelotão, mas também haverá um Renault Clio Rally 3.
O calendário (com prova em Portugal)
Estão programadas 14 provas, das quais nove são em pisos de terra, três em asfalto, uma em piso misto de asfalto e neve e outra apenas com neve e gelo.
O começo de época, como dissemos, é este fim de semana, com o Rali de Monte Carlo a decorrer até domingo (25 de janeiro). Tem um total de 17 classificativas, passa por pisos de asfalto e neve e tem cerca de 340 km cronometrados.
Depois, de 12 a 15 de fevereiro, é o Rali da Suécia – único plenamente de inverno na agenda. Mais tarde, a primeira grande novidade é o regresso do Rali da Croácia após um ano de ausência (9 a 12 de abril). Em maio, disputa-se mais uma edição do Rali de Portugal entre os dias 7 e 10, que passará pelo norte e centro do país com sede em Matosinhos.
Terminada a ronda lusa, o WRC faz uma viagem à Ásia para o Rali do Japão, que troca de lugar no calendário com o Rali da Sardenha e é no final de maio. A jornada italiana será a penúltima de 2026 (1 a 4 de outubro). O final será de novo com o Rali da Arábia Saudita, de 11 a 14 de novembro.
O sistema de pontuação
Não há mudanças na forma de pontuar. Os dez primeiros classificados no final do rali recebem pontos na escala 25-17-15-12-10-8-6-4-2-1.
O top cinco da classificação referente apenas ao dia de domingo, assim como o da Power Stage, valem pontos extra na escala 5-4-3-2-1. Os construtores só poderão pontuar com os dois melhores carros entre os três designados para pontuar nesse rali.
