Sem categoria Consumos: Frio penaliza elétricos, carros a gasolina mais consistentes

Consumos: Frio penaliza elétricos, carros a gasolina mais consistentes


É um debate que faz parte da atualidade: que vantagens e desvantagens têm os carros elétricos e a gasolina? A Green NCAP procurou dar uma resposta a esta questão através, ao pôr à prova quatro modelos no mundo real.

 

Uma das grandes preocupações é a autonomia e as disparidades de consumos entre o tempo frio e o tempo mais ameno. Mas há mais fatores, como o impacto ambiental ou a sustentabilidade geral.

Cupra Born quebra com baixas temperaturas

O Cupra Born é um hatchback de cinco portas com 1.839 kg e uma bateria de 60 kWh, cuja sustentabilidade mereceu uma classificação de 86 por cento. A autonomia em ciclo misto quebrou significativamente no tempo frio (221 km) face ao tempo ameno (328 km). O modelo da marca espanhola teve consumos de energia em laboratório alinhados com os anunciados – ao contrário do BYD Sealion 7 Comfort.

BYD Sealion 7 Comfort com bom desempenho no frio, mas…

Foi experimentado o BYD Sealion 7 Comfort 100 por cento elétrico, que recebeu 73 por cento no índice de sustentabilidade – que é um resultado competente para o tipo de veículo em causa. O SUV de grandes dimensões pesa 2.225 kg e tem uma bateria com 82,5 kWh de capacidade. Diz a Green NCAP que “se mostra capaz de enfrentar os desafios inerentes ao tempo frio” impostos habitualmente a grandes carros elétricos.

A sua autonomia com baixas temperaturas foi de 337 km, enquanto com tempo ameno subiu para 440 km. O pré-aquecimento do habitáculo e a retenção de calor foram aspetos chave neste desempenho.

Mas, no que toca ao carregamento, a história é diferente: chegou a um pico máximo de 150 kW no início da sessão e a demora para repor dos 10 aos 80 por cento do nível de bateria demorou cerca de oito minutos a mais do que os 32 minutos propostos pela BYD.

Combustão: mais consistência, menos sustentabilidade

A Green NCAP também aferiu automóveis com motores de combustão alimentados a gasolina. Recorreu ao BMW 520i e ao X2 sDrive20i, que mostraram um consumo de combustível mais previsível. De facto, o seu Consumo e Autonomia recebeu a classificação de ‘Adequado’.

No caso do BMW 520i, com 1.800 kg de peso, o consumo em ciclo misto em tempo frio é de 8,1 litros por cada 100 km, ao passo que em tempo ameno é de 6,8 litros por 100 km. O X2, por seu turno, é um veículo de 1.620 kg que consome 8 litros aos 100 km com frio e 7,1 litros por 100 km com temperaturas amenas.

Isto porque os motores térmicos revelam uma menor sensibilidade às baixas temperaturas, aproveitando calor desperdiçado para aquecer o habitáculo. Há um aumento do consumo de combustível, mas mais contido do que a subida do consumo de eletricidade de um elétrico.

Segundo a Green NCAP, o impacto ambiental não compromete: os BMW receberam classificações altas no Índice de Ar Limpo (6,5 para o 520i e 6,6 para o X2, numa escala de 0 a 10). Destaca a entidade que os sistemas de tratamento dos gases de escape modernos conseguem mitigar a poluição.

Mas a sustentabilidade ficou aquém da dos elétricos. Graças às emissões de dióxido de carbono, o X2 sDrive20i foi o melhor, com 49 por cento, enquanto o 520i teve 46 por cento – muito aquém das pontuações de que lhe falámos dos elétricos que a entidade pôs à prova.

Europa vendeu mais carros elétricos do que a gasolina pela primeira vez

Pela primeira vez, a venda de carros elétricos na Europa superou a de carros a gasolina em dezembro, segundo dados da Associação de Construtores Automóveis Europeus (ACEA) divulgados esta terça-feira (28 de janeiro).

Bernardo Matias | 15:40 – 27/01/2026

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