A Nissan anunciou esta quinta-feira (29 de janeiro) os seus resultados financeiros relativos ao ano passado, com quebras de vendas e de produção.
O fabricante japonês tem passado por um período de crise, com o plano de reestruturação Re:Nissan em marcha. E a situação continua evidente nas vendas: desceram 4,4 por cento no total anual face a 2024, para as 3.202.137 unidades. A grande maioria (2.799.160) foi fora do Japão, num decréscimo de 2,6 por cento.
Por mercados, existiram quebras na Europa (descida de 7,2 por cento), China (recuo de 6,3 por cento) e Japão (menos 15,2 por cento, incluindo os mini veículos).
No polo oposto, as vendas da Nissan aumentaram na América do Norte (mais 2,2 por cento), com especial contributo do México (evolução positiva de 7,6 por cento) e do Canadá (incremento de 6,5 por cento).
Isolando os automóveis de passageiros, as vendas baixaram expressivos 21,1 por cento, com 193.794 unidades a chegarem aos clientes.
Produção também desceu
Em linha com a quebra das vendas, a Nissan produziu menos viaturas no ano passado: 2.950.035 unidades ao nível global, numa diminuição de 5,7 por cento ao confrontar com 2024.
A grande maioria dos exemplares produzidos foram fora do Japão (2.384.591), com especial relevância da China (660.831), México (658.536) e Estados Unidos da América (486.232).
Considerando só os veículos de passageiros, a produção da Nissan baixou 15,4 por cento em 2025, para os 503.245 automóveis em todo o mundo.
Exportações desde o Japão diminuíram
A América do Norte é o principal destino dos veículos da Nissan exportados desde o Japão, mas houve uma descida de 28,8 por cento face a 2024 com os 136.643 exemplares.
A queda foi ainda maior na Europa, de 35,7 por cento, enquanto noutros mercados até houve um ligeiro aumento de exportações (5,2 por cento) – insuficiente para impedir uma queda das exportações totais desde o Japão que foi de 17,3 por cento (329.415 automóveis).
