Sem categoria Por que razão há incêndios em carros? As causas mais comuns

Por que razão há incêndios em carros? As causas mais comuns


Esta sexta-feira (30 de janeiro), a zona de São Domingos de Benfica em Lisboa assistiu ao incêndio numa carrinha. As origens deste incidente em concreto ainda não são conhecidas, mas há motivos mais comuns por trás de incêndios em automóveis.

 

Segundo o site How Stuff Works, há algumas principais origens de incêndios em carros – desde a falta de manutenção adequada a situações de sobreaquecimento. Daqui, excluímos motivações externas ao funcionamento e características dos veículos (como fogo posto, incidentes no manuseio do fogo ou ser apanhado no meio de um outro incêndio).

Fugas no sistema de combustível: À cabeça, fugas no sistema de combustível, que são apontadas como “a causa mais comum” e uma situação “muito perigosa”. E lê-se: “À temperatura de 42,8ºC negativos ou acima, a gasolina pode incendiar com uma simples faísca”. Assim, combustível a cair em plástico ou metal quente pode provocar um incêndio muito rapidamente.
Falhas no sistema elétrico: Depois, surgem os problemas elétricos nas baterias de 12 volts – e não só dos carros elétricos e híbridos, que habitualmente geram receios acrescidos de incêndio. As baterias incluem produtos químicos que podem levar a explosões de hidrogénio. Cabos elétricos ao longo do veículo também podem causar problemas, se estiverem em más condições.
Fluídos: Como é sabido, os automóveis a combustão usam não só o combustível, como também óleo, líquido refrigerador do motor ou fluído para a transmissão. E juntam-se aqueles que se destinam aos sistemas de travagem e da direção assistida. São líquidos que circulam e são potencialmente inflamáveis. A ignição de um incêndio provocado por fluídos ocorre, com maior probabilidade na zona do motor onde estão concentrados.
Sobreaquecimento: Um motor que aqueça de forma excessiva pode chegar a um ponto em que os fluídos sobreaqueçam e deixem de estar confinados à sua área de circulação – acabando em partes quentes como o sistema de escape. Em boa parte dos casos de sobreaquecimento, não se atinge esse ponto antes de o condutor parar a marcha.

Mas também há o sobreaquecimento dos catalisadores nos carros de combustão – uma situação propensa de acontecer caso o motor não esteja a operar de forma correta. Normalmente, o catalisador funciona a temperaturas altas, que podem atingir mais de 800ºC, mas se aquecer de forma excessiva regularmente pode danificar componentes adjacentes. E, em contacto com elementos externos ao automóvel, como ervas altas, pode levar a incêndios.

Acidentes: Na sequência de um embate, um carro pode incendiar, embora os modelos sejam cada vez mais seguros e estejam concebidos de forma a que isso não aconteça. Quando existir fuga de fluídos e/ou combustível, o risco acresce.
Manutenção deficitária: Há incêndios em automóveis que podem resultar de avarias mecânicas. Por isso mesmo, a falta de manutenção e revisão regular pode tornar o seu carro propenso a incendiar – não pela falta de manutenção em si, mas pela possibilidade de não serem detetados potenciais problemas e defeitos atempadamente.
Defeitos: Nos Estados Unidos da América, a U.S. Fire Administration estima que menos de um por cento dos fogos em automóveis resultam de defeitos. Por vezes, são notícia campanhas de recolha de modelos devido a risco de incêndio por apresentarem diferentes falhas de origem.

E os carros elétricos?

Os carros elétricos transportam baterias de dimensões consideráveis. Há estudos que sugerem que até são menos propensos a incendiar do que os modelos com motor de combustão, mas as chamas são de mais difícil combate.

O carregamento com um carregador ou instalação elétrica inadequadas podem originar ignições. Mas, de acordo com a Dekra, danos já existentes estão, regra geral, na origem dos incêndios nas baterias de elétricos – isto porque podem originar o fenómeno de fuga térmica.

Em resumo, um curto-circuito na célula desencadeia uma reação química e um disparar da temperatura. Já a Direção Alemã de Seguros contra Acidentes indica que “as baterias de iões de lítio precisam de ser expostas ao calor ou a danos mecânicos significativos por um longo período para causar essa reação”.

Quanto aos híbridos, dados compilados pela AutoInsuranceEZ indicam que são aqueles em que os incêndios são mais comuns – sendo que até podem ser mais complicados e perigosos, tendo em conta que têm quer sistemas elétricos, quer motor de combustão.

Como prevenir e como reagir?

Quanto à prevenção, é recomendável fazer a manutenção e revisão regulares do veículo e escolher sempre peças e modificações aprovadas. Esteja atento a sinais invulgares no funcionamento (como ruídos anómalos, cheiro a fumo ou mudanças súbitas nas temperaturas.

Os travões também podem incendiar, caso seja aplicada demasiada fricção. Estacionar em cima de erva alta é desaconselhável no caso de carros a combustão, assim como praticar uma condução segura que mitigue o risco de incidentes.

Se estiver a circular e o carro começar a incendiar, deve parar assim que for seguro, desligando o motor assim que estiver imobilizado. Todos devem sair do veículo e afastar-se, sem tentar regressar para recuperar pertences. Não deve tentar combater as chamas e não deve abrir o capot caso se suspeite que há lá chamas.

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