A Waymo tem a maior rede de táxis autónomos sem condutor nos Estados Unidos da América. E, apesar de já funcionar há alguns anos, os incidentes podem acontecer.
Foi o caso que aconteceu no passado dia 23 de janeiro, quando uma criança (idade não mencionada) foi atingida por um dos veículos 100 por cento autónomos em Santa Mónica (Califórnia).
Incidente sem consequências graves
Segundo um comunicado da empresa, que frisou o “compromisso com a transparência e segurança rodoviária”, a vítima entrou na estrada repentinamente atrás de um SUV alto. Apesar do impacto, levantou-se no imediato e foi para o passeio.
A Waymo contactou os serviços de emergência e o carro manteve-se encostado na estrada e imobilizado até ter autorização para seguir caminho por parte das autoridades.
Reação melhor do que a do ser humano
Diz a Waymo que a sua “tecnologia detetou imediatamente o indivíduo assim que começou a emergir por trás do veículo parado”. Houve uma travagem forte dos cerca de 27 km/h para menos de 10 km/h – a velocidade registada no momento do embate.
Segundo a tecnológica, um “modelo revisto por pares mostra que um condutor humano totalmente atento na mesma situação teria entrado em contacto com o peão a cerca de 22,5 km/h“.
Assim, salienta a Waymo, a velocidade do embate do seu carro autónomo neste acidente foi consideravelmente menor do que aquela que teria sido verificada com um condutor humano. E não tem dúvidas: “É uma demonstração do benefício material de segurança do Waymo Driver”.
Testes de carros autónomos em Portugal?
Quando há empresas que procuram testar serviços de robotáxi na Europa, havendo projetos concretos anunciados para cidades na Alemanha ou Reino Unido, Portugal também abre espaço a experiências.
Na semana passada, o governo liderado por Luís Montenegro aprovou a criação de zonas de testes deste tipo de viaturas em contexto real nas cidades.
