Depois de falhar o shakedown da semana passada, a Williams apresentou esta terça-feira (3 de fevereiro) o seu monolugar e equipa para a temporada de Fórmula 1 de 2026.
A histórica formação de Grove alinha, pelo segundo ano consecutivo, com os pilotos Alexander Albon e Carlos Sainz. O bólide, esse, é o FW48, com um novo esquema decorativo que tem algo em comum com o de 2025 – a cor azul a dominar.
Dias antes do shakedown de Barcelona, a Williams fez saber em comunicado que não iria participar nos trabalhos de Barcelona, esclarecendo que iria “realizar uma série de testes com o carro de 2026 para se preparar para o primeiro teste oficial no Bahrein”, assim como para a ronda inaugural – o GP da Austrália (6 a 8 de março).
Naquela que foi a sua quarta temporada com a Williams, Alexander Albon superou Carlos Sainz nas contas finais (ficou em oitavo, uma posição acima do espanhol). Quatro quintos lugares foram os seus melhores resultados, num ano em que não foi capaz de pontuar nas últimas oito corridas. Não obstante, o anglo-tailandês conseguiu ser o “melhor dos outros”, apenas atrás de pilotos das quatro equipas mais fortes (McLaren, Red Bull, Ferrari e Mercedes).
Depois de sair da Ferrari, Carlos Sainz encontrou espaço na Williams para dar seguimento à carreira na F1. Longe de ter condições para lutar regularmente no topo com o monolugar britânico, o piloto de Madrid foi presença regular nos pontos (em especial na primeira parte da época) e teve como ponto alto os terceiros lugares nos GP do Azerbaijão e do Qatar – com os quais devolveu a Williams aos pódios quatro anos depois.
Com uma nova identidade visual, que já estreou no ano passado, e o mesmo patrocinador principal, a Williams continua a contar com James Vowles como chefe de equipa. O britânico chegou em 2023 e, em junho passado, assinou uma renovação para o longo termo.
Um ano de profunda mudança dos regulamentos técnicos como 2026 traz incerteza, mas também uma oportunidade inerente de dar saltos consideráveis de competitividade para equipas que não têm estado tão fortes nos últimos anos. Oportunidade essa que a Williams tentará aproveitar, tal como foi capaz de fazer em 2014 quando começou a era híbrida e regressou à luta pelo pódio do campeonato por duas temporadas.
Em comunicado, James Vowles mostrou ambição, mas não sem uma dose de realismo: “O ano de 2026 é o passo seguinte no caminho de volta ao topo para a Williams F1 Team, ao entrarmos numa nova era para o desporto, e estamos empolgados com a época que está pela frente. Temos uma ótima dupla de pilotos, alguns novos parceiros fantásticos, uma base de adeptos sempre a crescer e queremos partir do sucesso que saboreámos no ano passado. Mas não somos ingénuos sobre o desafio que temos pela frente. Ninguém sabe o que irá acontecer na primeira corrida, mas estamos ansiosos por descobrir”.
