A Hyundai tem planos ambiciosos nos automóveis elétricos e eletrificados, querendo lançar cinco novos modelos até meados do próximo ano. E não vai apostar só num tipo de tecnologia, perante um mercado que ainda é muito incerto.
Um desses modelos será o 100 por cento elétrico Ioniq 3 – um hatchback compacto cuja versão concetual foi desvendada em setembro passado na IAA Mobility em Munique.
Mas também há híbridos na calha, como renovações consideráveis do Bayon e do i30, para além da segunda geração do Tucson – o seu SUV de mais sucesso na Europa.
Em declarações à publicação britânica Autocar, o diretor-executivo da Hyundai para a Europa, Xavier Martinet, salientou o foco em automóveis híbridos e elétricos “para os próximos anos”.
O mercado não é linear. As previsões de há uns anos sobre o ritmo de adoção de carros elétricos não estão a concretizar-se, o que tem obrigado vários fabricantes a ajustarem os seus planos de eletrificação – com prejuízos associados. E também ainda não há tendências consolidadas sobre o tipo de carros eletrificados que se procuram, quando há puramente elétricos e híbridos de várias tipologias.
Um cenário que dita a abordagem diversificada do fabricante sul-coreano: “Vamos controlar o que se pode controlar. Não controlamos a velocidade à qual o mercado vai para os carros elétricos e que mercados vão para os carros elétricos. Então, estamos a tentar ser muito fortes em tudo, o que significa híbridos e carros elétricos“, disse Xavier Martinet.
Nesta sua postura, a Hyundai conta com a flexibilidade das suas operações, demonstrada pelo facto de o novo Ioniq 3 100 por cento elétrico ser produzido a par do i20 a combustão. Isto, observou Xavier Martinet, dá a possibilidade de ajustar mais eficazmente a produção ao mercado.
Por outro lado, o dirigente europeu do construtor também está consciente da importância chave da agilidade, tendo em conta as “incertezas geopolíticas e as mudanças nos regulamentos” – algo facilitado pelas áreas de negócio diversas do Hyundai Motor Group.
