Sem categoria Há novos detalhes (e nome) do primeiro Ferrari 100% elétrico

Há novos detalhes (e nome) do primeiro Ferrari 100% elétrico


Já há nome para o primeiro Ferrari totalmente elétrico. É o Luce, cujo interior foi também mostrado esta segunda-feira (9 de fevereiro) em imagens digitais.

 

Apesar de ser um automóvel moderno, identifica-se facilmente a inspiração do habitáculo na história automóvel, mas também da aviação. Há três ecrãs (bitácula, painel de controlo central e painel de controlo traseiro). O painel de instrumentos foi desenhado para se assemelhar a instrumentação analógica tradicional, apesar de ser totalmente digitais.

A Ferrari quis que o Luce tivesse um habitáculo “com formas simples e racionalizadas em prol da condução”, tal como um ambiente “tranquilo, focado e espaçoso”. O desenvolvimento dos componentes físicos e do software decorreu em conjunto.

Interface

O objetivo da Ferrari para o Luce foi dar prioridade a controlos físicos convidativos ao toque, que envolvam o utilizador. A ideia é “criar uma ligação envolvente entre condutor e carro”, vendo-se controlos mecânicos em vez dos grandes ecrãs táteis dos carros modernos. A inspiração vem de carros desportivos e de Fórmula 1 clássicos.

O volante de três raios, que reinterpreta o volante Nardi dos anos 1950 e 1960, é fabricado em alumínio 100 por cento reciclado, exposto na estrutura dos raios, sendo uma liga desenvolvida em específico para este Ferrari Luce. Pesa menos 400 gramas do que o volante convencional da Ferrari, integrando patilhas de caixa de velocidades (que deverá ser simulada, pois trata-se de um elétrico), modos de condução, funcionamento dos limpa-para-brisas, entre outros.

Inspirado no passado

Segundo o fabricante italiano, os gráficos da bitácula têm a sua inspiração em instrumentação histórica, como Veglia e Jaeger das décadas de 1950 e 1960. Os gráficos são minimalistas e claros, com facilidade e rapidez de acesso a informação essencial. Move-se com o volante, o que permite otimizar a vista que o condutor tem. Tem ecrãs OLED sobrepostos, que juntam elementos digitais e analógicos numa unidade anexa à coluna de direção. O painel OLED, possível graças à colaboração da Samsung, é muito leve e fino, apresentando três grandes recortes que exibem informação gerada por um segundo ecrã por trás do painel superior.

A alavanca de velocidades é em Cornering Gorilla Glass, fabricada em processos que nunca tinham sido usados pelo design do habitáculo de um automóvel. Já o ecrã central está montado numa junta esférica, que permite que seja mais orientado para o condutor ou para o passageiro. Há um apoio para mãos e botões analógicos para a climatização, bem como o ‘multigraph’ – descrito como “símbolo das características de precisão e inovação”, apresentando “movimento com três motores independentes que mexem as mãos autonomamente”.

Também no painel central, encontram-se três ponteiros em alumínio anodizado num mostrador minimalista que tem quatro modos – relógio, bússola, controlo de arranque e cronógrafo. Por cima da cabeça, há um pequeno conjunto de controlos físicos para o controlo de arranque, climatização, luzes interiores e chamada SOS.

Chave em vidro e experiência de boas-vindas

A chave do novo Ferrari Luce é única, feita em Cornering Gorilla Glass. Inclui um ecrã ‘E Ink’ desenvolvido em específico – uma estreia no setor automóvel. Este só usa energia nas mudanças de cores.

A consola central tem um sítio próprio para inserir a chave. Quem o fizer, vê uma coreografia em que a cor da chave muda de amarelo para preto para se integrar na superfície de vidro da consola. O painel de controlo e a bitácula também se iluminam.

Também na consola central, encontram-se dois suportes para copos e a operação das janelas, tal como o botão para ativar as luzes de emergência (quatro piscas). Na sua extremidade, está o painel de controlo traseiro, com botões analógicos para a climatização.

Este Ferrari juntou três continentes, mas só estará à venda num país

A história da Ferrari está associada a modelos exclusivos e muito limitados. O novo Ferrari 12Cilindri Tailor Made não é exceção, com a sua comercialização limitada a um país: a Coreia do Sul.

Bernardo Matias | 12:08 – 19/01/2026

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