Sem categoria Complexidade da nova F1 preocupa Hamilton: “Adeptos não vão entender”

Complexidade da nova F1 preocupa Hamilton: “Adeptos não vão entender”


Uma das preocupações de Lewis Hamilton após o primeiro dia de testes de pré-época de Fórmula 1 no Bahrein não é com rendimento ou estado do monolugar da Ferrari, mas sim com o impacto da complexidade associada às novas regras junto dos adeptos.

 

Citado pelo site Motorsport.com, o sete vezes campeão mundial comentou depois de pilotar de novo o SF26: “Penso que nenhum dos adeptos irá entender. É tão complexo, é complexo de forma ridícula. Tive sete reuniões num dia e explicaram-nos tudo. Não sei, parece que precisam de um diploma para entender tudo isto“.

Em causa, está a gestão da energia do monolugar – havendo diversas formas de a fazer. As novas regras colocam um papel mais preponderante ao piloto face a 2025. Mas essa preponderância pode não ser de fácil compreensão para quem assiste, uma vez que também existirá a ajuda de algoritmos de software para saber os momentos ideais para aplicar a potência extra (‘Overtake Mode’) e recarregar as baterias elétricas.

Não é a tarefa do piloto em si que preocupa Hamilton, como esclareceu: “Diria que, em termos de gestão, é muito simples. Talvez em contexto de corrida vá ser diferente. Mas, depois, também há um sistema que, quando acabas uma volta, é capaz de aprender automaticamente a forma como tu pilotas. Mas, se por exemplo, bloqueares uma travagem e alargares, como a distância é maior, afeta o algoritmo. Então, só estamos a tentar dominar e perceber isso. Mas todos estão no mesmo barco”.

Os novos monolugares de Fórmula 1 têm unidades motrizes complexas, em que a parte elétrica tem agora mais preponderância – a potência a combustão e elétrica estão agora praticamente equilibradas. Ao longo de uma volta, a bateria terá de ser usada e recarregada várias vezes – essa gestão que os pilotos terão de fazer, mas para a qual terão a ajuda de algoritmos.

E Hamilton detalhou: “As mudanças baixas para as quais temos de ir é porque não conseguimos recuperar energia suficiente na entrada da curva, porque o carro não o consegue suportar. Não conseguimos recuperar energia de bateria suficiente, então é por isso que temos de pôr os motores em rotações muito altas”.

Os pilotos e equipas realizam esta quinta-feira (12 de fevereiro) o segundo dia de testes no Bahrein. Depois, ficarão a faltar mais quatro dias de preparações em pista antes do primeiro Grande Prémio – amanhã e, depois, entre 18 e 20 de fevereiro também no Bahrein. O arranque da época está previsto para 6 a 8 de março com o GP da Austrália em Melbourne.

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Bernardo Matias | 14:26 – 11/02/2026

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