Na China, um homem foi condenado depois de conduzir alcoolizado. Ou, para ser mais correto, por ter deixado o carro a conduzir sozinho sem supervisão, sentando-se a dormir no banco do passageiro da frente.
Conta o site IT-home que o caso aconteceu em setembro do ano passado em Linping. O condutor estava embriagado e, recorrendo a um mecanismo ilícito descrito como “dispositivo de condução inteligente”, sentou-se no banco do passageiro.
Esse dispositivo simulava a posição de mãos no volante, contornando assim as limitações de segurança do sistema – que avisa o condutor se este tirar as mãos do volante durante mais de dois minutos. O carro abranda e pode até desativar a assistência se não existir resposta.
Terão existido dois momentos distintos da infração: primeiro, conduziu embriagado por algum tempo. Depois, sentou-se no banco do passageiro da frente (acabaria por adormecer), burlou o sistema de assistência à condução para que este controlasse o veículo sem supervisão até ao destino programado. O que é ilegal, uma vez que no Nível 2 os sistemas são de assistência e não de condução autónoma.
O condutor reclinou o banco, adormeceu e, enquanto isso, o automóvel continuou a andar sozinho até um destino pré-definido, graças ao seu sistema de assistência à condução de Nível 2. Acabou por parar numa estrada local, o que captou a atenção de alguém que chamou a polícia.
Os agentes acorreram ao local. Os testes sanguíneos confirmaram uma taxa de alcoolemia de 114,5 mg por 100 ml de sangue. O Tribunal Popular do Distrito de Linping condenou-o a um mês e 15 dias de prisão e multa. Já em 2024, o mesmo indivíduo tinha ficado inibido de conduzir por seis meses por conduzir sob influência de álcool.
Mais: o infrator sabia que estava a infringir a lei, uma vez que recebeu formação sobre os protocolos de segurança do sistema do automóvel.
O que diz a lei chinesa?
Na China, a condução autónoma está legislada dos Níveis 0 a 5. Os sistemas até ao Nível 2 são de assistência e o condutor não se pode substituir com os mesmos, uma vez que não podem garantir sempre a segurança.
