Os automóveis ligeiros são conhecidos desde que foram inventados há mais de 100 anos pela sua configuração base de quatro rodas distribuídas por dois eixos. Há uns anos, a Covini decidiu ousar e fazer algo pouco comum (mas não inédito).
O fabricante fundado por Ferruccio Covini em 1978 dedica-se à produção de protótipos. Um deles é o CW6, que começou a ser produzido em quantidades muito limitadas em 2024 – segundo informa o site especializado CarBuzz.
Mas porquê tão ‘especial’ se até a própria Covini pouco é conhecida? É que este modelo alimentado por um motor 4,2 litros V8 da Audi tinha seis rodas: duas atrás, como é normal, e quatro à frente. Um pouco como o Tyrrel P34 de Fórmula 1. Lembra-se?
Mas que benefícios podem trazer seis rodas? Depende do tipo de projeto, mas neste caso foi a segurança a motivar a decisão. Há mais aderência e menos suscetibilidade a hidroplanagem, assim como outros três pneus frontais funcionais caso um fure, por exemplo. Os discos de travão são mais pequenos e há uma maior estabilidade.
Em termos de desempenho, demorava 3,9 segundos dos 0 aos 100 km/h e atingia uma velocidade máxima de 300 km/h – graças aos 440 cv de potência e 470 Nm de binário. A caixa é manual de seis velocidades, ou automática com controlo em patilhas no volante, e a tração é traseira.
A estrutura do carro consiste num quadro em aço tubular e uma invulgar configuração de suspensão: suspensões dianteira e traseira independentes com braços triangulares deformáveis. As jantes são de 16 polegadas à frente e de 20 polegadas (ou 19 polegadas, opcionalmente) atrás.
Os travões Brembo ventilados atrás e à frente, assim como cilindros mestre Bosch, compõem o sistema de travagem de um automóvel que pesa 1.150 kg. Mede 4,18 metros de comprimento, 1,99 metros de largura e 1,08 metros de altura.
Fora o pormenor (grande) de ter seis rodas, o Covini C6W tem a silhueta habitual de um coupé desportivo de duas portas e dois lugares. Apesar de só ter sido lançado nos primeiros anos do novo milénio, as suas origens remontam à década de 1970 – quando o seu fundador idealizou um supercarro de seis rodas.
Depois, passou três décadas de lado – segundo o CarBuzz, o principal motivo não foi financeiro ou de mercado, mas sim a falta de pneus de baixo perfil adequados. O Covini C6W foi sempre de produção muito limitada (até oito unidades por ano), mas não há informações sobre a quantidade de exemplares que saíram das fábricas do pequeno construtor transalpino. O preço de base rondava os 600 mil euros – o que está acima de outros supercarros menos radicais no seu conceito e de marcas mais conhecidas.
