A Fórmula 1 assiste à entrada da Audi e da Cadillac em 2026, mas um outro fabricante tem o seu nome no pelotão – a Toyota, que reforçou a colaboração com a Haas e é agora patrocinadora principal dando parte do nome à equipa. O logótipo Gazoo Racing está, em grandes dimensões, na decoração do monolugar.
É uma parceria iniciada em 2024, que incide no desenvolvimento de talento para o futuro – ao nível de pilotos e não só. Não há, pois, qualquer envolvimento técnico direto por parte da Toyota, que entre 2002 e 2009 investiu muitos milhões de euros na sua própria equipa e não teve sucesso.
Akio Toyoda, presidente do conselho de administração do fabricante nipónico, esteve recentemente à conversa com alunos de engenharia da empresa, que o abordaram sobre uma eventual entrada na Fórmula 1 como construtor.
O icónico líder deixa a posição do lado do presidente e diretor-executivo – que, a partir de abril, será Kenta Kon. No entanto, mostrou-se contra: “Se ele disser que quer, a minha primeira reação seria opor-me. Não tem só a ver com a F1. O desporto motorizado precisa de ter três P. Falamos sobre motores. Esse é o produto. Na F1, não é tão fácil como apenas fornecer um produto. E sobre os pilotos? Isso são as pessoas. Mesmo com as pessoas e os produtos, ainda não é suficiente. Ainda precisas do veículo. O desporto motorizado só resulta quando várias pessoas funcionam como uma equipa”.
No entender de Akio Toyoda, hoje em dia a Toyota não tem o que é preciso para um projeto na Fórmula 1: “Temos isso na Toyota atualmente? O que ganharíamos lá iria beneficiar a gama completa global da Toyota? Honestamente, creio que não“.
Questionado sobre se o principal motivo para uma entrada na classe máxima poderia relacionar-se à experiência em lidar com grandes quantidades de dados, Akio Toyoda foi pragmático: “A Super Fórmula ou a Fórmula 2 não seriam suficientes para isso?“.
