A partir do dia 1 de março todos os veículos que tenham sido chamados de volta à oficina pelos fabricantes (o chamado “recall”) e não acataram essa ordem, vão ser chumbados automaticamente na sua próxima inspeção periódica obrigatória. A informação é avançada pelo Jornal de Negócios.
“Qualquer veículo que tenha sido sinalizado com uma ação de ‘recall’ não realizada e comunicada ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres), será reprovado no ato da inspeção periódica que venha a realizar num CITV (Centro de Inspeção Técnica de Veículos)”, diz o próprio IMT.
Nestes casos, podem ser assinaladas deficiências do tipo 2, graves, ou do tipo 3, consideradas muito graves, “em conformidade com a gravidade considerada pelo fabricante dos veículos”.
Segundo o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Hélder Pedro, existem cerca de 87 mil veículos que falharam estes “recalls”.
Os dados estão disponíveis na plataforma RECALL, criada recentemente numa parceria entre a ACAP e o IMT. Lá, os proprietários podem consultar facilmente se um automóvel está abrangido por uma campanha de recolha do fabricante.
Para saber, basta inserir a matrícula ou o número de identificação do veículo (VIN) e a plataforma fará o resto. Com esses dados, é possível ver se a viatura é de um lote que foi chamado à revisão.
Saiba se o seu veículo foi alvo de um “recall” aqui.
Se for o caso, o proprietário deve então entrar em contacto com um concessionário oficial da respetiva marca. A reparação não tem custos.
Os “recalls” podem acontecer por diversas razões estando, por norma, relacionados com defeitos encontrados nos veículos. Algumas dessas falhas têm que ver com a emissão de gases, outras são mais graves e podem mesmo comprometer a segurança dos passageiros.
Os defeitos, sendo de fabrico, são imputáveis aos fabricantes das viaturas. Por isso mesmo, os avisos de “recall” são públicos e é também enviada uma carta registada aos proprietários da viatura. Por vezes, no entanto, estas missivas acabam por nunca chegar ao destino – seja por o dono ter mudado de morada ou por o automóvel ter sido vendido, sem o conhecimento do fabricante.
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