Depois de ter passado sete temporadas a correr no MotoGP, a mais conceituada categoria no Campeonato do Mundo de velocidade, Miguel Oliveira está prestes a fazer a sua estreia no Mundial de Superbikes neste fim-de-semana.
Com a temporada a começar em Philip Island, na Austrália, o piloto português fez a sua antevisão ao que poderá acontecer na primeira corrida do ano com a sua nova mota da BMW.
“Sinto-me bem, entusiasmado. É sempre bom começar um novo capítulo, conhecer pessoas novas. O objetivo é continuar a adaptar-me à mota, continuar a aprender e ter um bom fim-de-semana. A adaptação até ao momento tem corrido bem”, começou por dizer Miguel Oliveira aos microfones oficiais do Campeonato do Mundo de Superbikes.
“Tivemos uma pré-temporada estranha, e os dois dias aqui [em Philip Island] foram importantes para conhecer melhor a equipa e a mota, bem como para aumentar a velocidade e adaptação. É isso que estamos a tentar fazer e espero que no fim-de-semana consiga dar outro passo em frente”, continuou.
Quando questionado sobre as diferenças entre a MotoGP e as Superbikes, o português não escondeu que a adaptação tem sido um dos maiores desafios até ao momento.
“É muito diferente. Já vimos que tem muito potencial, mas ainda não estou no momento certo para tirar o melhor dela. Mas confio na equipa e sei que vão dar o melhor que têm, bem como eu”, reforçou o ex-piloto da Prima Pramac Yamaha.
Sobre previsões para a corrida deste fim-de-semana, Miguel Oliveira não quis colocar a fasquia muito alta, mas mantém a ambição em si mesmo para conseguir bons resultados, apontando para a possibilidade de um top-5 na sua estreia.
“A julgar por aquilo que aconteceu nos testes, diria que seria realista. Mais do que isso seria muito ambicioso. Mas vamos começar o fim-de-semana. Não coloco limitações“, referiu.
“Sei onde estou neste momento. Do 6.º ao 8.º lugar é tudo muito próximo, muito competitivo. Vamos ver como as coisas começam. Se chegarmos ao top-5, deveríamos ficar felizes“, assumiu o português, antes de dar um prognóstico para o fim do ano.
“No final de 2026? Não faço ideia. Mas certamente fazer algo bom, ganhar algumas corridas seria algo que me deixaria feliz“, concluiu Miguel Oliveira.
