No ano passado, Donald Trump decretou o fim dos benefícios fiscais para comprar carros elétricos nos Estados Unidos da América – o que está a obrigar alguns fabricantes a reverem os seus planos.
É o caso da General Motors (GM), que na semana passada anunciou que irá perder mais seis mil milhões de dólares devido à decisão de ajustar os seus planos de introdução de modelos elétricos. Já em outubro tinha admitido despesas de 1,6 mil milhões de dólares associadas à mudança de abordagem, depois de um forte investimento nos planos de eletrificação – que incluíam produzir apenas automóveis elétricos em 2035.
Segundo a Reuters, Mary Barra, diretora-executiva do conglomerado, assumiu na Automotive Press Association que a empresa teve de fazer “mudanças significativas”. Em todo o caso, continua a acreditar no futuro dos carros elétricos: “O nosso destino é chegar ao futuro de veículos elétricos de que temos falado. Irá demorar mais tempo sem os incentivos“, disse, citada pela Forbes.
Atualmente, a GM trabalha em modelos híbridos plug-in, para além de ponderar híbridos tradicionais. No entanto, o grande foco nos veículos de novas energias continuará a residir nos carros totalmente elétricos – que, em 2024, Mary Barra defendeu serem “melhores”.
Agora, apesar dos contratempos, a líder da GM frisou: “Quando tivermos elétricos mais acessíveis, penso que as pessoas irão escolher elétricos”.
Fundada originalmente em 1908, a General Motors na sua presente forma remonta a 2009, sendo uma das principais empresas americanas – ocupa o 35.º lugar no ranking Global 500 da Fortune. No seu portfólio, tem a Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC.
