No futuro, marcas da Stellantis poderão vir a empregar tecnologia de extensão de autonomia (EREV) da Leapmotor nos seus veículos – maximizando as distâncias que podem ser percorridas pelos seus elétricos.
O grupo possui a parte maioritária do fabricante chinês, que já tem modelos europeus com esta solução de motorização – que está a espalhar-se no mercado do Velho Continente.
A possibilidade foi deixada em aberto pelo diretor-executivo internacional da Leapmotor, Tianshu Xin. Sem fazer referência a marcas e modelos, disse à Autocar britânica: “A tecnologia de extensão de autonomia é boa e, sim, também estamos a explorar as possibilidades de a usar noutros portfólios“.
E frisou também: “Essa é uma parte do raciocínio que fizemos quando fechámos o acordo entre a Stellantis e a Leapmotor: encontrar sinergias ao usar a tecnologia um do outro”.
Neste contexto, a partilha de plataformas é uma das possibilidades em cima da mesa, podendo haver oportunidades futuras de modelos da Leapmotor para a Europa usarem plataformas da Stellantis.
O sistema da Leapmotor é designado como REx. Este tipo de automóveis são como que híbridos plug-in e vistos como uma ponte entre a combustão e a eletrificação total. Mas, ao contrário dos híbridos plug-in, a tração é sempre totalmente elétrica – com o motor de combustão a ser um gerador de energia para as baterias.
O resultado são autonomias generosas, que até podem rondar ou superar os 1.000 km em alguns casos. Usando a Leapmotor como exemplo, o C10 tem até 510 km de autonomia anunciada na versão 100 por cento elétrica com tração traseira. Já a variante de autonomia alargada (REEV) chega a 970 km.
A Stellantis tem diversas marcas, como a Citroën, DS, Fiat, Opel/Vauxhall ou Peugeot. As suas plataformas são aplicadas em modelos dos diferentes braços europeus, incluindo a Smart Car, STLA Medium e a CMP – o que permite a adaptação de tecnologias e recursos a diferentes marcas.
