Sem categoria Renault arranca projeto para criar indústria francesa de drones militares

Renault arranca projeto para criar indústria francesa de drones militares


A Renault confirmou que “o projeto está a concretizar-se” para criar uma indústria francesa de ‘drones’ militares, “com um projeto em parceria com a Turgis Gaillard”, após uma notícia na imprensa sobre este futuro contrato e a escolha de duas fábricas francesas.

 

A revista Usine Nouvelle noticiou hoje que a Renault iria fabricar ‘drones’ militares nas suas fábricas de Le Mans e Cléon, em colaboração com a empresa de defesa francesa Turgis Gaillard, num contrato potencial de mil milhões de euros ao longo de dez anos.

A Turgis Gaillard, com 400 funcionários, produz sistemas de defesa e lançou recentemente um ‘drone’ de combate. A Renault especifica que esta parceria será colocada sob a égide da Direção Geral do Armamento do país.

O fabricante automóvel foi contactado no ano passado pelo Ministério das Forças Armadas francês, bem como por outros industriais, nomeadamente para fabricar ‘drones’.

“Solicitado pelo Ministério das Forças Armadas francês, o Grupo Renault foi convidado a colocar a sua experiência ao serviço do desenvolvimento de uma indústria francesa de ‘drones'”, recordou a Renault à AFP.

“O Grupo Renault dispõe, de facto, de um ‘know-how’ muito procurado: conceber, industrializar e produzir em grande série objetos altamente tecnológicos, controlando simultaneamente a qualidade, os custos e os prazos”, disse a empresa.

O grupo, no entanto, não comentou a informação sobre as fábricas em questão, explicando que os sindicatos deveriam ser os primeiros a saber.

“Não podemos confirmar as fábricas mencionadas nos meios de comunicação social no que diz respeito ao avanço do projeto e para respeitar o processo de consulta dos órgãos representativos do pessoal”, indicou o grupo à AFP.

Em junho passado, o então ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, referiu-se a “uma parceria completamente inédita em que uma grande empresa produtora de automóveis franceses” iria “aliar-se a uma PME francesa do setor da defesa para equipar linhas de produção na Ucrânia, a fim de poder produzir ‘drones'”.

A Renault esclareceu aos seus funcionários em setembro que não tinha como objetivo tornar-se “um ator importante na defesa” e que só se comprometeria se o projeto tivesse “um impacto positivo na atividade” em França, sem afetar a sua capacidade de investimento no seu negócio principal, o automóvel.

O Ministério das Forças Armadas tinha como objetivo fabricar ‘drones’ numa escala de “vários milhares em poucos meses”, tinha indicado no início de 2025 o diretor-geral do armamento, Emmanuel Chiva.

 

ALN // JNM

Lusa/Fim

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