A Audi está a chegar à Fórmula 1, apresentando a sua equipa para 2026 em Berlim. É uma estreia absoluta na categoria rainha, depois de adquirir a estrutura da Sauber – que esteve no pelotão entre 1993 e o ano passado.
A Auto Union, antecessora da Audi, chegou a participar nas corridas de Grande Prémio nos anos 1930 – que viriam a estar na origem da criação do atual Mundial de F1 em 1950. No entanto, para o construtor dos quatro anéis, é uma estreia absoluta na categoria rainha.
Com ambição de longo termo – sabendo dos desafios de entrar no campeonato e logo como fabricante da própria unidade motriz – a Audi apostou na continuidade. Assim, os pilotos são os mesmos de 2025: Gabriel Bortoleto, que avança para o seu segundo ano; e o experiente Nico Hülkenberg, que na última época alcançou o primeiro pódio da carreira.
Os líderes são igualmente experientes na F1: o diretor de projeto é Mattia Binotto (que já liderou a Ferrari), enquanto o chefe de equipa é Jonathan Wheatley (que entre 2006 e 2024 integrou a Red Bull, durante períodos de amplo sucesso da equipa).
Como diretores técnicos, a Audi conta com James Key para os chassis e Stefan Dreyer para a unidade motriz. Key entrou na classe máxima no fim dos anos 1990 e passou por estruturas como a Jordan, Force India,Sauber, Toro Rosso e McLaren. Dreyer, por seu turno, integra a Audi Sport desde 1999, passando por projetos diversos como o DTM, Fórmula E ou o Mundial de Resistência (WEC).
O sucesso imediato é algo raro na Fórmula 1. Por isso mesmo, a Audi tem uma visão de longo termo, definindo como meta lutar pelos títulos até 2030. Segundo o diretor-executivo do fabricante, Gernot Döllner, este projeto “é o passo seguinte na renovação da empresa, concebida para reforçar a competitividade no panorama global”. Pretende aproveitar “novas oportunidades de se envolver com grupos-alvo adicionais, em particular nos mercados nucleares: EUA, Europa e China”.
