No âmbito do seu processo de reestruturação Re:Nissan, a Nissan anunciou a venda da sua fábrica na África do Sul ao construtor chinês Chery.
O acordo, cujos valores não foram revelados, abrange a fábrica em Rosslyn, desde terrenos, edifícios, ativos associados e ainda a fábrica de prensagem. Deverá ser efetivo a partir de meados do ano.
Segundo um comunicado, grande parte dos funcionários associados à Nissan vão ser convidados a ter empregos com a Chery “com termos e condições muito semelhantes aos que têm atualmente”.
Mesmo depois de o negócio estar consumado, o fabricante nipónico vai manter-se no mercado da África do Sul – onde tem planos para lançar “vários novos veículos” no ano fiscal de 2026.
A braços com uma crise de vendas e financeira, a Nissan já anunciou há algum tempo os planos para se desfazer de sete das suas 17 fábricas em todo o mundo até ao próximo ano. Deverá suprimir cerca de 20 mil empregos, sendo que também vendeu a sua sede em Yokohama – apesar de manter o usufruto da mesma.
Jordi Vila, presidente da Nissan África, comentou: “A Nissan tem uma longa e orgulhosa história na África do Sul e tem trabalhado para encontrar a melhor solução para as nossas pessoas, os nossos clientes e os nossos parceiros. Fatores externos tiveram um impacto conhecido no uso da fábrica de Rosslyn e na sua viabilidade futura dentro da Nissan. Através deste acordo, conseguimos garantir o emprego à maioria dos nossos trabalhadores, preservando também oportunidades para a nossa rede de fornecedores. Esta movimentação também garante que Rosslyn continua a contribuir para o setor automóvel sul-africano”.
