Sabia que houve um Lamborghini a montar um motor Bugatti? Sim, leu bem. E aqui vamos explicar como é que tal ‘quimera’ foi possível, entre duas das mais famosas marcas de supercarros.
Primeiro, temos de dar algum contexto. A marca francesa criada por Ettore Bugatti foi adquirida pelo Grupo Volkswagen em finais de 1998, incorporando a Bugatti Automobiles oficialmente dois anos mais tarde. No seu portfólio, tinha também já a Lamborghini.
Quando a Bugatti estava a desenvolver o Veyron, precisou de testar o (então) novo motor W16 num outro carro – propulsor este que se viria a tornar icónico. A opção? Aproveitar as sinergias existentes e recorrer a um Lamborghini Diablo SV, ao qual foi tirado o propulsor V12 original. Ou seja, as alterações de que foi alvo deverão ter sido consideráveis.
A explicação é dada pelo Instagram edition_one_off. O Diablo SV foi escolhido como ‘mula de testes’, sem que isso tenha prejudicado as suas linhas originais. O protótipo do Veyron estreou-se apenas em 2002, com o super desportivo a entrar em produção no ano de 2005.
O potente motor W16 8,0 litros com quatro turbos debita até 1.200 cv de potência, dependendo da versão, estando associado a uma caixa de sete velocidades automática de dupla embraiagem.
Sobrevivente até ao dia de hoje, o Lamborghini Diablo SV com o motor W16 da Bugatti permanece vivo até aos dias de hoje. Segundo o Motor1.com, pode ser visto no museu Autostadt em Wolfsburgo.
