Sem categoria Carros Xiaomi chegam à Europa antes da estreia oficial. Como é possível?

Carros Xiaomi chegam à Europa antes da estreia oficial. Como é possível?


No próximo ano, a Xiaomi começará a introduzir os seus automóveis na Europa. No entanto, estes já estão a chegar às estradas do Velho Continente – mesmo sem a presença oficial da marca.

 

“Como é isso possível?” – poderá estar agora a perguntar o leitor. A plataforma China EV Marketplace dedica-se à exportação de carros eletrificados usados desde a China e, na última semana, revelou ter comercializado mais de 11 mil viaturas globalmente em 2025.

A Europa, anuncia o comunicado, foi a principal impulsionadora de um crescimento de 224 por cento por comparação com 2024 – ao representar 48 por cento das vendas. A isenção de tarifas compensatórias para os carros usados também terão ajudado.

Para tal, contribuiu o novo serviço de importação porta a porta disponibilizado em agosto – com os procedimentos alfandegários, homologação e transporte tratados na União Europeia.

E a marca mais vendida de elétricos é a Xiaomi, com cerca de 70 por cento a serem o SU7 e os outros 30 por cento do SUV YU7.

A plataforma tem comercializado automóveis 100 por cento elétricos e híbridos plug-in, esperando continuar a crescer na Europa ao longo deste ano.

Em Portugal, a Xiaomi lidera

Segundo os dados disponibilizados pelo China EV Marketplace, a Xiaomi é a marca importada através do seu site mais procurada em 16 países europeus – incluindo Portugal e Espanha.

Entre as marcas menos conhecidas no continente que também constam da lista há a Fang Cheng Bao, Aito, Deepal, Avatr ou iCar. Em França, lidera a Xpeng – pese embora o fabricante já estar disponível oficialmente naquele país desde maio de 2024.

E e no resto do mundo?

Já globalmente, a Xiaomi lidera noutros mercados, como os Estados Unidos da América e alguns países africanos. Encontram-se, igualmente, marcas exportadas como a Maextro da Huawei, Haval, Wuling, Baojun ou Hongqi.

No Brasil, a mais vendida pelo China EV Marketplace é a iCar. Já em Angola, a Li Auto está no topo e em Moçambique é a BYD na frente. Não há dados para os restantes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Tenha em atenção ao importar carros da China

Posto isto, não deve encarar estes números como um convite a importar um carro da China. De facto, deverá ter alguma cautela e aspetos em consideração.

Desde logo, se a marca não estiver presente no mercado europeu, a assistência técnica oficial será limitada ou inexistente, para além de se arriscar a ter acesso difícil a componentes se for necessário reparar algo. O tempo de espera também é elevado, podendo chegar a mais de três meses.

Por outro lado, as tarifas alfandegárias de importação de carros 100 por cento elétricos para a Europa podem chegar a mais de 35 por cento consoante a marca (incluindo os elétricos de autonomia alargada) – o que pode fazer com que o preço não compense. Neste aspeto, a plataforma aconselha à aquisição de usados com mais de 6.000 km, que estão sujeitos a apenas 10 por cento.

Novo Xiaomi fez mais de 4.200 km em 24 horas e bateu recorde

O novo Xiaomi SU7 Max completou, recentemente, um teste de resistência e alto desempenho, no qual bateu um recorde aeo percorrer 4.264 km em apenas 24 horas. Superou, assim, o recorde de outro carro Xiaomi.

Bernardo Matias | 13:39 – 21/01/2026

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