Sem categoria Novo Renault chama-se Duster e há um motivo

Novo Renault chama-se Duster e há um motivo


Esta segunda-feira (26 de janeiro), a Renault anunciou o lançamento do novo Duster. Sim, leu bem. O modelo é comercializado como Dacia no Europa, mas na Índia está presente como Renault.

 

O motivo? As duas marcas integram o Grupo Renault, sendo que ‘Duster’ é uma designação afeta à Renault em alguns mercados. A Índia é um deles, mas neste caso não há relação com o modelo europeu para além da silhueta similar.

Este crossover SUV aventureiro (assim vincam as placas de proteção, arcos das rodas de grandes dimensões, barras de tejadilho e outros elementos de design robusto ou a altura ao solo de 21,2 centímetros) entra na sua segunda geração indiana. O fabricante francês anuncia-o como o modelo que “começou o segmento dos SUV compactos” na Índia.

É um modelo que integra o Renault International Game Plan 2027, através do qual a Renault quer consolidar a sua presença ao nível global. Representa um investimento de três mil milhões de euros. A Índia é um dos centros estratégicos, a par da América Latina, Coreia do Sul, Marrocos e Turquia).

Segundo o diretor-executivo da marca Renault, Fabrice Cambolive, a Índia “é um pilar chave do crescimento fora da Europa”, tal como um dos “mais completos e poderosos centros na rede global da Renault”.

O Renault Dacia para a Índia, baseado numa plataforma que equipa o Boreal e o Kardian, surge com um motor tricilíndrico turbocomprimido a gasolina (TCe 100) que debita 100 cv de potência e um turbocompromido de quatro cilindros a gasolina com 160 cv de potência. A plataforma tem dimensões e um chassis vocacionados para as especificidades da Índia.

“Alguns meses depois do lançamento”, ganhará um motor híbrido E-Tech de 160 cv – que já marca presença no novo Clio, tal como no Captur e no Symbioz. O propulsor a combustão é 1,8 litros de quatro cilindros a gasolina, sendo que há dois motores elétricos e uma bateria de 1,4 kWh carregada em andamento.

Portanto, veem-se as diferenças face ao Dacia Duster que conhecemos na Europa – e que hoje está disponível com quatro motorizações (híbrida de 155 cv, mild hybrid de 140 cv, híbrida com GPL de 150 cv e tração integral e Eco-G de 120 cv com GPL).

O design também é diferente: as características identitárias da Dacia caem, sendo substituídas por linhas da Renault como a grelha trapezoidal à frente – pese embora o Renault Duster indiano tenha uma silhueta e elementos que se identificam com o modelo da marca romena em comercialização na Europa. Há uma pintura de dois tons e outros detalhes cromáticos que não há no Dacia Duster europeu, bem como outras seis opções de cores – com o verde Jade Mountain Green em estreia.

Em termos de dimensões, o comprimento, a altura ao solo e a distância entre eixos são iguais aos do Dacia Duster, mas a altura sobe quatro centímetros. As jantes podem ser de 17 ou de 18 polegadas.

Interior sem traços em comum

Por dentro do Renault Duster indiano, com o amplo tejadilho panorâmico© Jade Mountain Green © Renault Design/Feeling Visuel  

O design foi desenvolvido na Índia. Por dentro, encontram-se as maiores disparidades face ao Dacia Duster. De facto, citado pela Auto Express, o diretor de design internacional da Renault, Bruno Raspail, frisou que o Duster indiano “não tem nada em comum” com aquele que está na Europa.

As linhas vão mais ao encontro de carros da Renault. Há um painel de instrumentos digital de 7 ou 10,25 polegadas (dependendo das versões) e um ecrã tátil central de 10 polegadas – que forma uma superfície praticamente contínua. As medidas até são as mesmas, mas a disposição é diferente.

O automóvel conta com inteligência artificial Gemini da Google (inexistente no Dacia), sendo que a sua consola central “é inspirada por modelos topo de gama da Renault”. Lá, insere-se o controlo da caixa de velocidades, travão de estacionamento elétrico, carregador wireless para smartphones, entre outros recursos. O espaço para a cabeça é também maior, num Renault Duster posicionado de forma mais confortável do que o Dacia.

Há um amplo tejadilho, controlo climático de duas zonas com filtro de partículas PM2.5, estrutura de densidade variável dos bancos – que são ajustáveis e aquecidos – e porta da bagageira elétrica. Bagageira essa que tem 518 litros de capacidade, expansíveis até 1.789 litros com os bancos traseiros rebatidos. No Dacia Duster europeu, as áreas são de pelo menos 558 litros e 1.648 litros, respetivamente (variam consoante a versão).

O condutor vai usufruir de diversas assistências: câmara de 360º, travagem automática de emergência, aviso de ângulo morto, cruise control adaptativo, assistente de manutenção na faixa, aviso de saída de faixa, entre outros.

“Uma verdadeira lenda”

Stéphane Deblaise, diretor-executivo da Renault Índia, destacou em comunicado a importância do modelo naquele país, definindo-o como “uma verdadeira lenda”.

Volta, agora, ao mercado, naquilo que é anunciado como “o compromisso para com o mercado indiano e a intenção de oferecer veículos concebidos para ir ao encontro das necessidades dos clientes”.

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Bernardo Matias | 07:54 – 25/01/2026

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