O shakedown da Fórmula 1 em Barcelona começou esta segunda-feira (26 de janeiro). Alguns dos pilotos estiveram em pista com os novos monolugares num dia de tempo seco, mas nem todos rodaram já e Isack Hadjar terá feito o melhor tempo.
As equipas só podem usar três dos cinco dias previstos, com a escolha a ser livre. Entre as ausências, de destacar a campeã McLaren e a Ferrari (que só entram em ação esta terça-feira), bem como a Williams – que abdicou deste shakedown por ainda não ter o monolugar preparado.
Não existem informações oficiais de cronometragem, mas segundo a Sky Sports F1 o mais veloz foi Isack Hadjar (Red Bull). O francês rodou em 1m18,159 segundos e fez 107 voltas com a nova unidade motriz Red Bull Ford. Ficou mais de meio segundo à frente de George Russell – que dividiu os trabalhos na Mercedes com Andrea Kimi Antonelli.
Ao site oficial do campeonato, o britânico admitiu que ficou impressionado com a prestação da Red Bull pela fiabilidade demonstrada: “Veem as equipas com motores Red Bull, com uma nova unidade motriz e uma nova equipa do ponto de vista da unidade motriz, e eles tiveram um dia muito tranquilo com dois carros”.
E o próprio Isack Hadjar não contava com um dia tão produtivo: “De forma surpreendente, conseguimos fazer muitas mais voltas do que esperávamos. Tudo correu muito tranquilamente. Só tivemos pequenos problemas, então é muito impressionante considerando que é o nosso primeiro dia com o nosso próprio motor“.
Depois, em terceiro, terá ficado Franco Colapinto (Alpine) – que estreou a nova unidade motriz Mercedes para a equipa francesa. Seguiram-se Andrea Antonelli e Esteban Ocon (Haas), antes de Liam Lawson (Racing Bulls) – que terá provocado uma bandeira vermelha a meio do dia, conta o Motorsport.com.
Também rodaram os Cadillac dos regressados Valtteri Bottas e Sergio Pérez, para além de Gabriel Bortoleto – que estreou a Audi em sessões coletivas. E não deixou de sofrer uma avaria que deixou o brasileiro parado em pista e o limitou a 27 voltas, causando também uma bandeira vermelha.
Um contratempo confirmado pelo chefe de equipa, Jonathan Wheatley, ao site da F1: “Tivemos um problema técnico com o carro, detetámos, e decidimos desligar o carro em pista e quisemos entender realmente o problema, então estivemos a analisá-lo atentamente”.
Gabriel Bortoleto também falou do sucedido: “Esperamos encontrar problemas aqui e ali no carro, e encontrámos alguns problemas que nos deixaram fora do dia logo desde manhã. […]. Este tipo de coisas era de esperar. […]. Foi uma precaução; decidimos não rodar até entender completamente”.
