Se se estiver a questionar qual o modelo automóvel mais vendido em Andorra no ano passado, esqueça propostas de marcas mais acessíveis como Dacia, Volkswagen ou Renault (que liderou em Portugal com o Clio). No Principado, o campeão de vendas em 2025 foi o Porsche 911. Pelo segundo ano consecutivo.
Os dados, provenientes do governo local, foram partilhados pelo especialista Felipe Muñoz no LinkedIn. Antes de mais, dizemos que foram matriculados 2.511 veículos de passageiros, num aumento de dez por cento do mercado.
No top dez de vendas andorrenhas, o desportivo alemão surge no primeiro lugar com 86 exemplares – num acréscimo de 16 por cento face ao ano anterior.
Seguem-se dois modelos relativamente acessíveis: o Toyota Yaris Cross com 63 unidades (foi o maior aumento, de 117 por cento) e o Seat Arona (57 unidades).
E por marcas?
No que toca a marcas, a BMW ficou na frente das vendas em Andorra, com 204 unidades comercializadas no ano passado. A marca evoluiu positivamente 29 por cento ao comparar com 2024.
Em segundo lugar posicionou-se a igualmente germânica Mercedes-Benz com 200 veículos, sendo o pódio fechado pela Toyota com 164 viaturas vendidas em Andorra.
Apesar de ter o modelo mais vendido, a Porsche ocupa aqui o quinto lugar com 159 automóveis vendidos no Principado – quebrando 24 por cento.
Segundo o Diário ARA, em Andorra a Ferrari conseguiu vender 56 viaturas no ano passado – praticamente metade dos 109 registados em Espanha. A diferença foi ainda mais ténue na Lamborghini: 25 carros vendidos em Andorra e 74 em Espanha.
O porquê do peculiar mercado de Andorra
Andorra é um território particular, cujas condições fiscais são muito favoráveis para quem é endinheirado. O imposto equivalente ao IVA é particularmente baixo – 4,5 por cento no geral (23 por cento em Portugal Continental), podendo chegar a um por cento em determinados produtos e serviços.
Quanto ao equivalente ao IRS, salários até 24 mil euros estão isentos, enquanto a taxa mais elevada é de dez por cento – inclusivamente abaixo do patamar mais baixo dos rendimentos não isentos em Portugal (12,5 por cento).
[Notícia atualizada às 15h09]
