Um dos grandes especialistas no mercado automóvel é Ferdinand Dudenhöffer, que considera que os construtores europeus estão muito atrasados face aos chineses na produção de baterias. Mas enaltece as cooperações existentes com benefícios mútuos.
O professor universitário alemão, que passou por vários fabricantes e outras instituições ao longo dos anos, disse ao órgão chinês Global Times: “Os investimentos relevantes feitos pelos construtores automóveis chineses ajudam muito a Europa. Vejam o exemplo das baterias de iões de lítio: empresas como a CATL e a Gotion High-Tech dão apoio vital ao fabrico de carros elétricos europeus“.
Ferdinand Dudenhöffer disse depois: “No campo das baterias, a Europa está 20 anos atrás da China, mas com as baterias fornecidas pelas empresas chinesas, a Europa pode compensar essa desvantagem“.
Mas não é só nas baterias que os fabricantes chineses estão a ser úteis para a produção automóvel na Europa: o também economista falou de aspetos como as tecnologias de antena e sensores LiDAR.
E entende que há fabricantes chineses a “liderar a tendência” em aspetos “como a condução autónoma e cockpits inteligentes”. Considera, igualmente, que sinergias entre ambos os lados têm benefícios mútuos, ao conjugar “os pontos fortes industriais” quer da China, quer da Alemanha – onde está baseado.
“Eficiência chinesa”
Ferdinand Dudenhöffer também apontou a eficiência demonstrada pelos fabricantes da China: “As empresas chinesas, muitas vezes, desenvolvem-se mais rapidamente, com ciclos de pesquisa e desenvolvimento que por vezes são 50 por cento mais curtos do que os das empresas alemãs, e esta eficiência traduz-se em claros benefícios de custo. Acredito que podemos aprender muito com a ‘eficiência chinesa'”.
