No último trimestre do ano passado, o lucro operacional da Volvo Cars desceu 68 por cento, por comparação com igual período do ano anterior. Já no total de 2025, a queda foi de 48 por cento – excluindo itens que afetam a comparabilidade.
Os números mostram 1,8 mil milhões de coroas suecas de lucro (mais de 169 milhões de euros) entre outubro e dezembro de 2025, sendo que o total anual fixou-se em 12,5 mil milhões de coroas suecas (mais de 1,1 mil milhões de euros).
As tarifas de importação nos Estados Unidos da América e o “efeito de divisa negativo de uma coroa sueca mais forte” foram alguns dos fatores que prejudicaram o desempenho financeiro.
As receitas no quarto trimestre atingiram 94,4 mil milhões de coroas suecas (8,9 milhões de euros) – uma redução de 16 por cento que segundo a Volvo se explica, sobretudo, “pela composição das vendas, pelos preços, pela descida dos volumes de vendas grossistas”. Também são citados os efeitos do fortalecimento da coroa sueca. Já no total do ano, as receitas atingiram 357.3 mil milhões de coroas suecas (mais de 33,5 mil milhões de euros), sendo apontados como razões o volume de vendas grossistas abaixo do esperado, a composição das vendas e o preço, parcialmente compensado pelo aumento de vendas de carros usados”.
No total do ano, as receitas atingiram 357,3 mil milhões de coroas suecas (33,5 mil milhões de euros), o que consiste uma redução de 11 por cento. Uma evolução negativa atribuída sobretudo à descida dos volumes de vendas grossistas, composição de vendas e ao valor da coroa sueca.
As vendas a retalho caíram três por cento no último trimestre e sete por cento no total anual. Considerando as vendas grossistas, a redução foi de 8 e de 11 por cento, respetivamente. Do lado do volume de produção, a Volvo Cars desceu nove por cento no total de 2025, mas cresceu 14 por cento entre outubro e dezembro.
A descida das vendas a retalho afetou praticamente todos os mercados: as exceções foram a Noruega (avanço de 19 por cento no ano e de 70 por cento no trimestre), Turquia (crescimentos de 17 por cento no total do ano e de 67 por cento no quarto trimestre), Reino Unido e Suécia (subiram quatro por cento em 2025), bem como a China onde apesar da descida anual houve um crescimento trimestral de dois por cento.
Confiança no longo termo
O presidente e diretor-executivo da Volvo Cars, Hakan Samuelsson, assegurou que, no ano passado, a Volvo colocou-se no caminho de “voltar ao crescimento”, antecipando “ações adicionais para impulsionar o crescimento comercial e de vendas”.
Posto isto, frisou que o ano continuará a ser desafiador para o setor automóvel e para o mercado premium, esperando que este “encolha” em 2026 com as “pressões de preços de um mercado competitivo, efeitos das tarifas, incerteza reguladora e fraco sentimento do cliente”.
Segundo o dirigente, a Volvo será afetada por paragens temporárias da produção do XC60 e do XC90 em Torslanda por motivos de inventário. O objetivo, em todo o caso, é “voltar ao crescimento de volume”, com Hakan Samuelsson a dar conta: “Estamos confiantes da nossa estratégia de longo prazo, assente na linha de produtos elétricos líderes de classe e numa direção clara”.
Por outro lado, disse o líder do construtor, continuarão a ser tomadas medidas em prol da eficiência e controlo de custos, o que considera que será uma mais-valia num “ambiente externo persistentemente difícil”.
