Sem categoria Lotus Esprit S1, o icónico carro submarino de James Bond

Lotus Esprit S1, o icónico carro submarino de James Bond


Alguns dos carros mais famosos do cinema vêm da série 007. Um Aston Martin DB5 é, talvez, o mais mediático, mas em “Estrelas de Quatro Rodas” vamos aqui falar de um outro automóvel – o Lotus Esprit, que no grande ecrã assumiu um papel além do carro comum.

 

Surge em “007 – Agente Irresistível”, de 1977. Conduzido por James Bond (interpretado por Roger Moore), trata-se de um Lotus Esprit S1 branco que numa cena em que aparece o protagonista – inesperadamente – atira para o mar durante uma perseguição.

Tem ao lado Anya Amasova (Barbara Bach), que reagiu assustada. Mas a verdade é que o carro não foi destruído com a queda ao mar: em vez disso, foi revelada a sua capacidade de se tornar num submarino.

Segundo o site oficial da série 007, dois membros da equipa consideraram que, devido às suas linhas, o Lotus Esprit fazia lembrar um submarino. O carro do filme, batizado como Wet Nellie, está munido de equipamento como quatro barbatanas, um sistema de propulsão, periscópio, lançadores de torpedos, mísseis mar-ar e de minas, bem como jatos de tinta e pulverizadores de cimento. E, claro, é à prova de bala.

Mas, na verdade, a produção precisou de mais do que uma viatura. A Lotus só cedeu um veículo totalmente funcional e, quando foi preciso um segundo, foi o próprio Colin Chapman a emprestar o seu carro pessoal. Mas ainda existiram sete réplicas para as cenas de ação submarinas – uma das quais foi tratada pela Perry Submarines, sendo transformada num submersível real.

O carro real

Lotus Esprit S1 foi lançado no mercado em 1976, depois de ter sido apresentado ao público no Salão Automóvel de Paris do ano anterior. O coupé desportivo de dois lugares, desenhado por Giorgetto Giugiaro, contou com um novo motor 2,0 litros de quatro cilindros e 16 válvulas – o primeiro do mundo nessa configuração, lê-se no site do construtor.

Designado como Lotus 907, o propulsor debita 162 cv de potência, permitindo ao automóvel acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,9 segundos. O carro, com um peso de cerca de 900 kg, é capaz de atingir os 222 km/h.

O automóvel foi concebido com caixa manual de cinco velocidades e tração traseira, enquanto o motor está montado entre os bancos e o eixo traseiro em posição longitudinal. Tem suspensão dianteira com braços A superiores e elos laterais inferiores e, atrás, existem braços traseiros em secção de caixa e elos laterais inferiores.

Em termos de estilo, o Lotus Esprit S1 tem linhas angulares e superfícies planas, num design minimalista e, ao mesmo tempo, futurista e agressivo e que vinca o caráter desportivo do modelo. As rodas são pequenas, calçando pneus grossos.

De perfil baixo, tem uma curta altura ao solo e traseira musculada com duas saídas de escape do lado direito. À frente, há faróis que se recolhem quando não estão ativos, contribuindo para o capot plano em linha descendente, numa dianteira baixa. Tinha um chassis em aço e uma carroçaria em fibra de vidro.

O dono atual é bem conhecido

Lotus Esprit S1© Shutterstock  

Desde 2013 que o Lotus Esprit S1 submarino que pode ser visto em 007 tem um dono bem conhecido: nada mais, nada menos, do que o homem-forte da Tesla, Elon Musk.

O empresário americano adquiriu-o num leilão em 2013 por 616 mil libras – que, na altura, equivaliam a mais de 726 mil euros. Na altura, num comunicado citado pelo The Guardian, Elon Musk confirmou a aquisição: “Era incrível, como criança na África do Sul, ver James Bond em “007 – Agente Irresistível” a conduzir o Lotus Esprit dele para fora de um cais, carregar num botão e tê-lo transformado num submarino debaixo de água”.

E o magnata dono da Tesla revelou os seus planos – que tentámos, sem sucesso, perceber se se executaram: “Fiquei desapontado por saber que, na verdade, não se pode transformar num submarino. O que vou fazer é atualizá-lo com uma unidade motriz Tesla e tentar transformá-lo a sério”.

DeLorean: Um carro de sucesso no cinema, mas nem por isso no mercado

O DeLorean DMC-12 foi produzido apenas durante dois anos, mas nem por isso deixou de ficar imortalizado não só na indústria automóvel, como também na cultura popular – muito graças à sua presença na trilogia ‘Regresso ao Futuro’.

Bernardo Matias | 08:02 – 17/01/2026

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