Com preços habitualmente competitivos, níveis de equipamento e especificações generosas e tecnologia avançada, os automóveis chineses têm vindo a ganhar um espaço significativo no mercado – o que se tem visto nos dados de vendas na Europa.
Isto deixa os construtores europeus sob ameaça, num mercado que alguns consideram desequilibrado – vejam-se as iniciativas da União Europeia para contrariar os benefícios que os chineses têm devido aos apoios estatais, como tarifas acrescidas ou planos para definir preços mínimos.
Mas a oferta é, claro, um importante fator diferenciador. Martin Jahn, diretor da Skoda para vendas e marketing, explicou que a marca do Grupo Volkswagen pensa numa simplificação dos automóveis, questionando numa entrevista à Auto Express: “Quantas coisas novas, melhores, podes realmente trazer aos clientes e o que é que os clientes realmente querem? Percebemos que, por vezes, os carros e as características são demasiado. O que realmente usas no carro? Quantos botões podes realmente usar?”.
A ideia é, pois, não exagerar, pensando no básico do automóvel: “Queremos trazer um bom pacote, um bom carro com boas especificações, com uma boa manutenção. Julgo que é isso que nos diferencia dos chineses. A boa rede de manutenção e fiabilidade, bons valores residuais”, disse o responsável da Skoda.
