O Mercedes-Benz Classe A não vai sair de cena tão cedo, mas a sucessão deverá ser muito diferente do modelo atual. Pelo menos, assim deu a entender o diretor de desenvolvimento do fabricante, Jörg Burzer.
Numa entrevista à Automobilwoche, citada no CarScoops, o responsável revelou: “Será um modelo independente na plataforma MMA, algo que não existia antes”. Falou, também, de um “veículo muito atrativo”, sem entrar em detalhes.
O modelo tem sucesso no mercado europeu, onde no ano passado vendeu 69.777 exemplares. São dados da Dataforce citados pela Automobile News, que mostram uma quebra: em 2024, foram comercializados 75.240 veículos deste modelo – que já está no mercado desde 1997. A quarta geração é a mais recente, lançada em 2018.
Sem confirmações oficiais, a mesma publicação germânica aponta para uma sucessão como um crossover que funde características de SUV e de monovolume compacto. Ou seja, a confirmar-se o futuro do Classe A não vai passar nem por hatchback, nem por sedã, mas sim por algo muito diferente daquilo a que o modelo ficou associado ao longo de cerca de 30 anos.
A plataforma MMA estreou-se recentemente pelo novo CLA, estando apta para motorizações elétricas e a combustão. É destinada a automóveis compactos e de tamanho médio.
O novo Classe A poderá chegar no ano de 2028, com produção na Hungria em Kecskemét – para onde será mudado o fabrico da versão atual ainda no primeiro trimestre do ano. É a mesma unidade fabril onde é produzido o Mercedes-Benz GLB elétrico.
