Falta pouco para conhecer o primeiro Ferrari 100 por cento elétrico – o Luce, que será lançado a 25 de maio. Se terá ou não sucesso, ainda é uma incógnita, mas uma abordagem está descartada – forçar os clientes a comprá-lo.
Na conferência de apresentação de resultados aos investidores, transcrita no site Investing.com, o diretor-executivo do fabricante, Benedtto Vigna, explicou: “Posso garantir que não iremos vender este carro a pessoas que não querem o carro. Ou seja, as pessoas, os clientes – existentes ou novos – têm de comprar este carro porque o adoram, porque desejam o carro, porque isto é um carro, Ferrari Luce, que é também elétrico. Não é um carro elétrico. Entendem? Se as pessoas, os clientes, gostarem do carro e o quiserem comprar, vão comprar”.
Assim, o dirigente descartou impor o Luce: “Nunca iremos forçar os nossos clientes a que, para terem o 849 Testarossa ou seja como se chamar o próximo carro, tenham de comprar um carro elétrico. […]. Não tens de forçar clientes a comprar algo de que não gostam. Este seria o maior erro“.
Ainda não é conhecido o preço do Ferrari Luce, mas Benedetto Vigna revelou que já está quase definido: “Temos um preço em mente“, afirmou sem entrar em detalhes.
Ainda não se sabe ao certo qual será o impacto de um veículo 100 por cento elétrico junto dos clientes que habitualmente procuram um Ferrari – marca associada a carros de combustão de alto desempenho, com sonoridades e características muito distintivas e apelativas.
Em todo o caso, para já, Benedetto Vigna está encorajado com as reações: “O que posso dizer é que os indicadores são muito positivos. Algumas pessoas disseram, “Estamos extremamente contentes porque somos os únicos a ter todas as motorizações”.
