Sem categoria Ecrãs táteis? “Tecnologia errada para interface primária nos carros”

Ecrãs táteis? “Tecnologia errada para interface primária nos carros”


Há cada vez mais automóveis equipados com ecrãs táteis, que permitem controlar diversas funções – algumas delas primárias e relacionadas diretamente à condução ou ao sistema de climatização. Jony Ive considera que não é a tecnologia correta para os carros.

 

O designer assinou o interior do novo Ferrari Luce – o primeiro 100 por cento elétrico do fabricante de Maranello – e minimizou o recurso a um ecrã tátil.

Em declarações citadas pela Autocar britânica, o também designer do iPhone explicou: “O motivo pelo qual desenvolvemos um ecrã tátil [para o iPhone] foi que estávamos a desenvolver uma ideia para resolver um problema. A grande ideia era desenvolver uma interface de propósito geral que pudesse ser uma calculadora, uma máquina de escrever, uma câmara, em vez de ter botões físicos”.

Algo que John Ive considera não se aplicar aos automóveis: “É algo que nunca teria sonhado fazer porque requer desviar o olhar da estrada. Então, é a tecnologia errada para ser a interface primária“.

O novo Ferrari Luce não deixa de ter um ecrã tátil ao centro, que pode girar para ficar mais para o condutor ou mais para o passageiro da frente. O seu designer explicou a diferença: “Tanto do que fizemos foi para que o pudesses usar intuitivamente, desfrutar e usá-lo em segurança. […]. É muito pensado e a maioria das superfícies são físicas”.

Ecrãs táteis nos carros põem segurança em risco

Muitos dos carros mais modernos estão equipados com ecrãs táteis, que dão acesso a funções como navegação ou climatização, bem como entretenimento multimédia. Mas a usabilidade pode dar origem a distrações, criando um problema de segurança.

Bernardo Matias | 14:19 – 28/01/2026

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